Quarta-feira, 14 de Outubro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 13 de outubro de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nessa terça-feira (13) que o Partido Liberal (PL) decidiu apoiar o fim da escala de trabalho 6×1 após a pressão da sociedade e as manifestações realizadas em diferentes regiões do país.
“Me parece que, depois da pressão da sociedade, me parece que depois de todas as manifestações na rua deste Brasil, o partido do PL resolveu votar o fim da escala 6×1”, declarou Lula durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, na qual foram anunciadas medidas voltadas aos microempreendedores individuais.
A manifestação ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência e adversário de Lula no segundo turno das eleições, anunciar que votará favoravelmente à proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de seis dias de trabalho para um de descanso.
Anteriormente crítico da medida, Flávio afirmou que sua decisão considera a vontade da maioria da população. Apesar do posicionamento do senador, o PL ainda não havia formalizado uma mudança de orientação partidária sobre o tema.
Após comentar a mudança de posição, Lula fez uma declaração direcionada aos adversários políticos. “Eu, de vez em quando, fico pensando: se todo mal que eu causar a esse país for fazer a direita avançar e atender aos interesses do povo brasileiro, eu vou continuar fazendo isso”, afirmou.
Nos últimos dias, o presidente vinha cobrando publicamente uma manifestação de Flávio e do PL sobre a proposta. Na quinta-feira (8), Lula havia declarado que o partido e o senador não queriam assumir o compromisso de apoiar a medida.
Tramitação no Senado
A PEC 221/2019 foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A proposta estabelece a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado, sem diminuição salarial.
O texto está em discussão no plenário do Senado e tem votação em primeiro turno prevista para esta quarta-feira (14). Para ser aprovada, uma proposta de emenda à Constituição precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis, o equivalente a três quintos dos 81 senadores, em dois turnos de votação.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), informou que pretende colocar a matéria em votação na quarta-feira. Também há uma iniciativa para permitir a análise dos dois turnos na mesma sessão, mediante a aprovação de um calendário especial pelos parlamentares. (Com informações do portal g1)