Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026

Home Economia Lula diz que reclama diariamente com o presidente do Banco Central de juros altos, mas elogia trabalho feito na autarquia

Compartilhe esta notícia:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que diz todos os dias ao presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, que os juros estão altos, mas que confia em seu trabalho e que “o Brasil haverá de agradecer” à sua atuação. As declarações ocorreram em entrevista ao UOL News, nessa quinta-feira (5).

“Bendito seja Deus de me dar a possibilidade de ter um quadro da capacidade do Gabriel Galípolo no Banco Central”, declarou Lula. “Mesmo com juros de 15%, eu falo para ele todo dia que o juro está alto. Eu falo como eu dizia para o Meirelles. O Meirelles não tinha autonomia, mas o Meirelles me dizia: presidente, olha, eu vou falar uma coisa para o senhor, se eu baixar a guarda, vai acontecer isso, se eu não baixar, vai acontecer isso.”

Na sequência, Lula afirmou que tem confiança no trabalho do presidente do Banco Central. “Como eu trabalho numa relação de confiança, eu acredito naquilo que o Galípolo está fazendo. Acredito, confio, agora eu não posso nem tirar ele, porque eu indiquei ele, mas o mandato tem autonomia”, afirmou.

O petista acrescentou: “Mas ele é uma pessoa que… Feliz do País que tem um menino, um jovem, da qualidade, com a expertise do Galípolo, no Banco Central. Eu tenho certeza que o Brasil haverá de agradecer”. Lula atacou o mercado financeiro e disse que “essa gente não pensa no Brasil, só pensa no seu lucro”. “É a mesma coisa sempre. Começa janeiro e o sistema financeiro começa a dizer que vai ter um déficit fiscal. Eles querem garantir o que a gente tem de pagar a eles. Eles não pensam no social. Tudo o que a gente faz para cuidar da vida do povo mais humilde, eles acham que é gasto”, declarou.

“Quando aumenta R$ 100 no salário mínimo aparece um monte de gente do mercado dizendo que vai estourar a economia, vai ter inflação. Essa gente não pensa no Brasil, só pensa no seu lucro. Eles têm que compreender que o papel do presidente não é pensar no lucro deles, é pensar na melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro”, completou.

A crítica se iniciou após o presidente ser questionado sobre a razão para os dados positivos da economia brasileira, como queda da inflação e do desemprego, aumento da massa salarial e da bolsa de valores, não se refletirem em sua popularidade. Lula disse que a campanha ainda não está em andamento, mas que esses dados ainda farão a diferença até outubro.

“(Os números não refletem na popularidade) porque não tem campanha ainda, deixa começar a campanha. Você quer que vire voto faltando oito meses para a campanha? Você vai ver como vai virar voto”, disse.

Lula lembrou sobre sua política fiscal nos primeiros mandatos. Disse que perdeu apoio dentro do PT pelos superávits promovidos à época. Aproveitou também para criticar o governo de Jair Bolsonaro. Afirmou que o mercado financeiro não teve o mesmo grau crítico que tem com o PT na gestão do ex-presidente.

“No meu primeiro mandato, elevei o superávit primário a 4,25% (do PIB). Muita gente saiu do PT por conta dessa minha atitude. Eu fiz isso perto da eleição, porque não estou preocupado com a eleição para dirigir o País. O que não posso é cometer um genocídio com o País em meu benefício. Fazer um déficit fiscal de 2,5% (do PIB), como fez o governo passado, e que o sistema financeiro não falou nada. Quando ele deixou de pagar precatórios, o sistema financeiro não falou nada. Quando ele resolveu distribuir dinheiro de graça porque era o ano eleitoral, ninguém falou nada”, declarou. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Banco Central mandou 18 alertas ao Banco Master
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Conexão Pampa