Segunda-feira, 05 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 3 de janeiro de 2026
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela capturado na madrugada deste sábado (3) na capital do país, Caracas, por forças militares dos Estados Unidos, foi surpreendido pela operação em sua residência oficial, tentou fugir para um “bunker” e foi rendido instantes antes de conseguir fechar a porta.
A informação foi dada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que acompanhou a ação ao vivo em seu clube de Mar-a-Lago, na Flórida, e a classificou como “espetacular” em entrevista coletiva.
“Ele estava tentando entrar num abrigo, num bunker, mas não conseguiu chegar ao destino porque os nossos caras foram muito rápidos. As pessoas se perguntavam se íamos pegá-los de surpresa. De certa forma, ficaram surpresos, mas esperavam por algo. Houve muita resistência, muitos disparos”, relatou o presidente americano.
Trump declarou ainda que, mesmo se Maduro tivesse conseguido escapar para dentro da sala, os militares provavelmente derrubariam a porta.
“Ele tentava ir para um lugar seguro. Não era seguro de verdade porque nós o teríamos explodido em 47 segundos, é o que dura em média, não importa quão grosso seja o aço. Era uma porta muito pesada. Ele chegou até o bunker, mas não conseguiu fechar a porta”.
150 aeronaves
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior, detalhou a operação. Ela foi executada à noite para possibilitar o “elemento surpresa” e consistiu no deslocamento de mais de 150 aeronaves. As tropas da Delta Force, que capturaram Maduro, estavam em helicópteros.
Eles foram escoltados por caças F-35 e F-22, bombardeiros B-1 e drones, que partiram de 20 bases militares diferentes dos EUA. O plano era dissuadir o sistema de defesa antiaéreo em Caracas e estabelecer uma “rota segura” para a extração. O comboio chegou ao destino às duas horas da madrugada, no horário local.
Caine disse que as aeronaves abriram fogo “com força esmagadora” ao serem interpeladas pelo Exército venezuelano. Um helicóptero foi atingido, mas conseguiu retornar à base. Maduro adentrou o navio US Destroyer Iwo Jima duas horas e meia depois, de onde fez o translado até solo americano.
De acordo com a rede americana CNN, os preparativos do ataque se deram a partir de meados de dezembro, mas a operação chegou a ser adiada por conta do clima. Para Trump, foi como assistir a “programa de televisão”, nas palavras do chefe de Estado.
“Eu a vi literalmente como se tivesse assistindo a um programa de televisão. Vimos em uma sala e acompanhamos todos os aspectos”, disse Trump em entrevista à emissora Fox. A operação foi “muito bem organizada” e nenhum americano perdeu a vida, acrescentou o mandatário republicano. (Com informações de O Globo)