Sexta-feira, 18 de Setembro de 2026

Home Rio Grande do Sul Mais de 30 mil urnas eletrônicas são preparadas no RS para as eleições de outubro

Compartilhe esta notícia:

Na manhã desta quinta-feira (17), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) iniciou a preparação das mais de 30 mil urnas eletrônicas que serão utilizadas no Rio Grande do Sul durante o pleito de outubro. Somente em Porto Alegre são 3,2 mil equipamentos preparados, auditados e lacrados. O procedimento inclui a carga dos sistemas e dados necessários à votação.

Os trabalhos têm como foco a segurança, controle e transparência. São realizados testes operacionais e observadas as etapas de auditoria e fiscalização previstas na regulamentação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Também permitem o acompanhamento por entidades fiscalizadoras habilitadas, conforme as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

Todas as etapas passam por acompanhamento de servidores e atendem a protocolos de segurança. Ao final do procedimento, as urnas estarão configuradas e testadas para serem utilizadas no dia da votação. Na capital gaúcha, os trabalhos são realizados em um depósito do TRE em Canoas (Região Metropolitana de Porto Alegre).

A preparação dos equipamentos é realizada pelas zonas eleitorais, cada uma responsável pelas urnas sob sua jurisdição. Do total de equipamentos, 10% fica reservado para substituição em caso de falhas ou problemas técnicos no dia de votação.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, ao passo que o segundo turno (caso seja necessário para governador e presidente da República) será realizado no dia 25. Ou seja: o primeiro e o último domingo do mês.

A ordem de votação na urna eletrônica no primeiro turno contempla os seguintes cargos: deputado federal, deputado estadual, senador (duas vagas por Estado), governador e presidente da República.

Com a palavra…

Para marcar o momento, o órgão realizou uma cerimônia no depósito onde estão armazenados os lotes relativos a Porto Alegre. Estiveram presentes a diretora-geral do TRE, Ana Gabriela Veiga, o juiz Fábio Heerdt (111ª Zona Eleitoral), os desembargadores eleitorais Francisco Thomaz Telles e Ricardo Bernd, os integrantes da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica, o secretário de Tecnologia da Informação (STI), Daniel Wobeto, e a representante da  seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RS), Kalin Cogo Rodrigues.

Heerdt enfatizou a legitimidade da urna eletrônica e ressaltou que, desde a sua criação, nunca foi comprovada qualquer fraude. No mesmo sentido, o desembargador eleitoral Francisco Thomaz Telles exaltou a importância do procedimento como parte das etapas que asseguram a lisura do processo eleitoral.

Em seguida, Daniel Wobeto e os servidores da STI Luís Fernando Schauren, assessor de Orientação Tecnológica, e Vanderlei Ribeiro dos Santos, assistente da Seção de Administração de Urna e Voto Informatizado, fizeram uma apresentação sobre os componentes e as camadas de segurança da urna eletrônica.

História

Antes da tecnologia digital, o processo eleitoral brasileiro era inteiramente manual, feito com cédulas de papel inseridas em urnas de madeira ou lona. O sistema sofria com fraudes frequentes (como o “voto-de-cabresto” e a adulteração na contagem das atas), além de uma apuração que podia levar semanas.

A virada de chave aconteceu na década de 1990. Sob presidência do ministro Sepúlveda Pertence, em 1995 o TSE convocou especialistas para desenvolver um equipamento de votação informatizado que fosse seguro, auditável e simples para o eleitor.

Em 1996, as urnas eletrônicas brasileiras foram utilizadas pela primeira vez, nas eleições municipais. Cerca de um terço do eleitorado brasileiro (em capitais e municípios com mais de 40 mil habitantes) votou de forma eletrônica – e com sucesso. O País alcançou no ano 2000 a marca histórica de 100% dos eleitores votando de maneira informatizada.

Ao longo das décadas, o hardware passou por várias gerações de atualizações. Em 2008, foi introduzida a identificação por biometria no leitor digital das urnas, aumentando ainda mais a segurança contra fraudes de identidade. Modelos mais recentes continuam a incorporar avanços em criptografia, processadores modernos e interfaces acessíveis.

Hoje, o sistema brasileiro é reconhecido internacionalmente pela rapidez na totalização dos votos e pela robustez dos mecanismos de segurança e auditoria antes, durante e após o dia da eleição. Mais informações estão disponíveis no site tse.jus.br.

(Marcello Campos)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Rio Grande do Sul

Fiergs mantém projeção de crescimento do PIB gaúcho em 2,2% neste ano
Mais de 30 mil urnas eletrônicas são preparadas no RS para as eleições de outubro
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Pampa News