Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026

Home em foco Mais de 300 criminosos são presos por ataque aos Três Poderes

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Mais de 300 criminosos foram presos pelas forças de segurança no início da noite deste domingo (8) após os atos de vandalismo e destruição desta tarde, quando um grupo invadiu sedes dos Três Poderes – Câmara, Senado, Superior Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, durante atos antidemocráticos em Brasília (DF).

O número foi confirmado pela Polícia Civil. Já o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha falou em 400 mais cedo. “Venho informar que mais de 400 pessoas já foram presas e pagarão pelos crimes cometidos. Continuamos trabalhando para identificar todas as outras que participaram desses atos terroristas na tarde de hoje no Distrito Federal. Seguimos trabalhando para que a ordem se restabeleça”, tuitou.

Prisões

Quatro ônibus chegaram até a Polícia Civil de Brasília com os primeiros manifestantes presos e algemados que invadiram e depredaram os prédios públicos. Os próprios ônibus que transportavam os criminosos estavam também parcialmente depredados.

Ao chegar ao prédio da Polícia Civil, o grupo iniciou os trâmites burocráticos para dar andamento à prisão, quando começarão a serem ouvidos. Não se sabe ao certo quantas pessoas estavam dentro dos quatro ônibus, por isso, o número de presos pode ainda aumentar.

O grupo foi preso na região da Praça dos Três Poderes pela Polícia Militar com apoio do Exército, que foi chamado para ajudar a conter a invasão.

Imagens mostram uma fila de presos descendo a rampa do Palácio do Planalto com as mãos algemadas. Há uma semana o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu a mesma rampa para tomar posse na Presidência, juntamente com o vice-presidente, Geral Alckmin.

Além da depredação do prédio – com vidros quebrados – também foram quebrados móveis e, de acordo com o analista de Política da CNN Gustavo Uribe, a escultura Bailarina, do artista brasileiro Victor Brecheret, e que ficava na Câmara dos Deputados, foi furtada. Um painel do pintor brasileiro Di Cavalcante foi esfaqueada.

O painel de votação da Câmara dos Deputados também foi destruído e o Salão Verde ficou alagado após princípio de incêndio no local. Além disso, presentes dados por autoridades estrangeiras foram roubadas.

Paulo Pimenta, ministro da Comunicação Social, mostrou em um vídeo a destruição de seu gabinete, como monitor de TV, obras de arte, equipamentos e computadores. “Uma coisa criminosa que foi feita aqui, e revoltante. Inacreditável o que os vândalos fizeram aqui”, descreve.

Os criminosos também derrubaram uma viatura da Polícia Legislativa Federal no espelho d’água do Congresso Nacional. Imagens do local mostram o carro com uma das rodas tombadas sobre a água, enquanto alguns participantes dos protestos tiram foto e apontam para o veiculo tombado.

Investigação

Em entrevista, o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo disse que considera ter havido uma falha de inteligência que levou à eclosão dos atos antidemocráticos em Brasília neste domingo. “Nós sabemos que é possível acompanhar e controlar a vinda desses manifestantes até Brasília. Era possível saber as intenções desses manifestantes”, afirmou.

A inteligência “permite você padronizar a execução do controle de qualquer tipo de violência”, acrescentou o ex-ministro. Para ele, o que aconteceu neste domingo foi “um ataque às instituições”.

O deputado Zeca Dirceu (PT-PR), líder do PT na Câmara dos Deputados, classificou os atos como golpistas e terroristas. O deputado também pediu investigação sobre o financiamento das manifestações. Ainda na entrevista, Zeca Dirceu defendeu que a polícia interrogue os participantes dos atos antidemocráticos antes que eles deixem Brasília e voltem para suas cidades de origem.

“Nossa sugestão é que nenhum ônibus saia de Brasília sem que o motorista seja interrogado e sem que se tenha acesso à lista de passageiros e, principalmente, quem pagou e quem organizou esse deslocamento até Brasília.”

Prejuízos

O Ministério da Gestão informou que vai levantar os prejuízos financeiros gerados pela ação criminosa de grupos em Brasília. Em nota, o ministério de Esther Dweck informa que vai trabalhar para o ressarcimento dos valores junto aos responsáveis.

“O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos lamenta os atos antidemocráticos ocorridos neste domingo na capital federal e informa que irá fazer um levantamento dos danos ao patrimônio público para buscar ressarcimento junto aos responsáveis”, informa a nota.

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