Quarta-feira, 08 de Dezembro de 2021

Home Variedades Marília Mendonça deixa mais de 300 músicas, projetos a serem lançados e inspiração para nova leva do sertanejo feminino

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A morte de Marília Mendonça abalou o País, numa comoção digna de uma rainha. O que ela era, de fato: coroada por milhões de fãs, fez-se majestade da música, da sofrência. Apesar da breve carreira nos palcos – a cantora estreou o trabalho solo em 2015 –, conquistou cadeira cativa no panteão dos grandes artistas nacionais e deixou legado. Um de seus maiores desejos. Compôs, cantou, inspirou e abriu a porteira do sertanejo para o vasto universo feminino; o que a tornou única. A queda do avião levou a artista, com apenas 26 anos. O impacto de Marilia Mendonça na música, porém, fica para sempre.

Acervo

Nascida em Cristianópolis, em Goiás, Marília Mendonça teve uma infância e adolescência simples. Compôs sua primeira canção com apenas 12 anos. De lá para cá, esse número aumentou exponencialmente. De acordo com dados do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), a artista tem 324 músicas registradas em seu nome, além de 391 gravações (suas e de parceiros) cadastradas. O próprio órgão afirma que Marília foi “uma artista essencial para o sertanejo.”

Parcerias inéditas

Marília Mendonça deixou várias canções em parceria com outros artistas, já prontas para serem lançadas futuramente. De acordo com a equipe da cantora, há ao menos cinco trabalhos: com Dom Vittor e Gustavo (irmão caçula da artista), Hugo e Guilherme, a cantora mexicana Dulce María, Guilherme e Santiago, além de Ludmilla. A turnê das Patroas, projeto mais recente, que seria realizada com Maiara e Maraisa, segue sem definição.

Novas composições

Entre os objetos encontrados na aeronave que caiu em Minas Gerais, estava um caderninho de Marília Mendonça. Nele, a artista rascunhava ideias e letras de novas composições. Segundo o advogado da família da cantora, Luiz Maurício, informou à imprensa, o objeto foi destinado à família dela. “É muito cedo, ainda. Vai ter que ser muito bem avaliado”, disse ele, na ocasião, referindo-se à possibilidade de as letras serem gravadas por outros artistas.

As discípulas do ‘feminejo’

Maior autoridade no movimento “feminejo” (em linhas gerais, músicas sertanejas feita por mulheres e para mulheres), Marília Mendonça foi peça importante para estabelecer o rol de artistas que surgiram no mesmo período, como as cantoras Maiara e Maraisa e Simone e Simaria, por exemplo. Mais do que isso, pavimentou o caminho e inspirou uma nova safra de cantoras no segmento. Entre as herdeiras, está Yasmin Santos, de 23 anos. “Foi e continuará sendo minha maior inspiração”, declarou ela sobre Marília.

Outras consideradas herdeiras do legado de Marília são Lauana Prado, de 32 anos; e Luiza, da dupla com Maurílio, de 29 anos. “Te amo em todos os cantos. Te levo comigo para todos os cantos. Te aplaudo em todos os cantos! Marilia Mendonça não ‘foi’, ela é. E será para sempre a maior das maiores”, homenageou a artista. À lista também faz parte Mariana, da dupla com Matheus, além da dupla Júlia e Rafaela, irmãs, de 19 anos: “Obrigada por tudo que fez pela música e por todas a mulheres do Brasil”.

Reverência às mulheres

Antes mesmo de estrear no palco, Marília Mendonça já impactava o universo do sertanejo, dando a visão feminina a histórias cantadas por homens. Compôs vários hits de sucesso de duplas consagradas como, por exemplo, Henrique e Juliano (“Cuida bem dela”, entre outras), Jorge e Matheus (“Calma”), João Neto e Frederico (“Minha Herança”) e Matheus e Kauan (“Incerteza”). “Hoje eu consigo visualizar a grandeza disso”, disse ela em sua última entrevista ao “Fantástico”: “Visão de mulher por trás de um homem cantando. Cenário ideal de tudo o que as mulheres estavam esperando”.

Irmão segue os passos da Rainha

O irmão de Marília, João Gustavo, segue os passos da estrela na carreira musical. Incentivadora, ela foi a responsável pelo lançamento do caçula, de 20 anos. O rapaz faz dupla com Dom Vittor. No repertório, os dois possuem uma composição de Murillo Huff, cantor e pai do filho de Marília, Léo, de quase dois anos. A cantora, claro, não ficou de fora do primeiro trabalho da dupla apadrinhada e gravou uma canção inédita com eles, ainda não lançada.

Ela dará nome a hospital

O hospital onde a artista nasceu, em Cristianópolis, a 90 km de Goiânia, deve receber o nome da cantora. A iniciativa partiu da prefeita da cidade, Juliana Costa (DEM). “Vou mandar um projeto de lei para a Câmara, marcar uma reunião com os vereadores da base. Tenho certeza que vai ser aprovado”, comentou ela à imprensa, após a morte de Marília Mendonça.

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