Quinta-feira, 30 de Maio de 2024

Home em foco Médicos que aparecem debochando do quadro de saúde da ministra Marina Silva são funcionários públicos

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Os médicos Nilton Eliseo Torrez Chavez e Jorge Lucas da Fonseca, que agora são investigados pelo Conselho Regional de Medicina no Acre (CRM-AC) por conta de print vazado na última segunda-feira (8) em que profissionais debocham do estado de saúde da ministra do Meio Ambiente Marina Silva, têm vínculo com a Secretaria de Saúde do estado (Sesacre).

Os prints mostram conversas que seriam de um grupo de médicos em que Jorge Lucas da Fonseca, Grace Mônica Alvim Coelho e Nilton Chaves debocham do fato de Marina Silva estar infectada, mesmo tendo as doses da vacina contra a covid. A ministra foi diagnosticada com a doença no último sábado (6) e internada. Na quarta-feira (10), ela teve alta médica.

O governo do Acre informou que Grace Mônica Alvim Coelho é aposentada do Estado, mas que os outros dois médicos, Nilton Eliseo Torrez Chavez e Jorge Lucas da Fonseca, ainda possuem vínculo com a Sesacre. Questionada se está havendo alguma investigação pelo fato de os profissionais disseminarem conteúdo antivacina, a gestão informou que “avalia juridicamente se cabe ou não a abertura de um procedimento administrativo.”

Médicos

Grace Mônica Alvim Coelho trabalha como ginecologista e obstetra. Além disso, Grace já foi secretária de Saúde do Acre entre 1999 a 2004, na gestão de Jorge Viana.

Ela informou que o grupo é fechado e é comum debates de diversos assuntos, já que os participantes têm opiniões diferentes. Sobre os comentários questionando a vacinação contra a covid feitos pelos colegas do grupo, ela não disse discordar, apenas afirma que comentou baseada no que estudou durante a carreira. Os outros profissionais não se manifestaram.

Também na busca do CRM, Nilton Eliseo Torrez Chavez aparece como cirurgião geral, cirurgião torácico, e especialista em diagnóstico por imagem. Ele também atua em consultórios particulares de Brasileia e Rio Branco.

Jorge Lucas da Fonseca também não exibe especialização no sistema do conselho. Em buscas na plataforma CatalogoMed, é possível observar que seria clínico geral. Os sites mencionados não citam quando foi feita a última atualização sobre os dados dos médicos.

Entenda o caso

Após a divulgação de prints de conversas em um grupo de médicos, o CRM-AC abriu uma sindicância para apurar a conduta dos profissionais que debocharam do diagnóstico de covid da ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, e fizeram comentários antivacina.

A conversa vazou no domingo (7), mas o CRM só se posicionou na quarta-feira (10), três dias depois.

Jorge Lucas encaminhou uma notícia sobre o diagnóstico da ministra com a legenda: “Ué, não era vacinada?” O mesmo médico reforça o comentário, em seguida, e afirma: “será que ela não tomou a vacina?”

Em seguida, outra profissional, que seria Grace Mônica Alvim Coelho, comenta: ‘Coisas da vida… E da vacinação!’. Por fim, outro médico, Nilton Chaves, acrescenta: “Tomara que o vírus da covid esteja bem.”

Por meio de nota, o CRM confirmou a apuração, e afirma que o processo será feito de acordo com o Código de Processo Ético-Profissional e pelo Código de Ética Médica.

Logo após a divulgação da conversa, o Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed) afirmou que o grupo no qual as mensagens foram enviadas não é administrado pela entidade, e destacou que “O único grupo oficial é chamado de ‘Filiados’, existindo regras claras que proíbem a manifestação política, permitindo apenas assuntos médicos, debates trabalhistas, sindicais e a divulgação de informações do sindicato”.

“A apuração terá como parâmetro as normas e os critérios estabelecidos pelo Código de Processo Ético-Profissional e pelo Código de Ética Médica”, diz a nota.

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