Domingo, 21 de Julho de 2024

Home Educação Menino de 14 anos é aprovado em 1º lugar em três universidades públicas conquistando vagas em medicina, engenharia civil e administração

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Enquanto a maioria dos adolescentes de 14 anos se preocupa com o primeiro amor, jogos de videogame e bandas coreanas, o carioca Caio Temponi tem outras preocupações pela frente. Aprovado em primeiro lugar nos cursos de Direito da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Administração na Universidade Estadual do Ceará (UECE) e Engenharia Civil na Universidade Federal do Cariri, todos quando ainda tinha 13, o jovem ainda foi selecionado para cursar Medicina na Universidade de Fortaleza (Unifor), porém decidiu ficar mais um ano no ensino médio antes de decidir o futuro.

O menino soma ainda três medalhas de ouro na olimpíada “Canguru de Matemática”, um de ouro na Olimpíada Mineira de Matemática (OMM), dois ouros na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Aeronáutica (OBA), uma medalha de prata e uma de bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e uma menção honrosa na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM). Caio também participou de campeonatos de xadrez, entre elas a Liga X, com três ouros, uma prata e um bronze.

Liminar e ITA

“Eu gosto de fazer provas para testar meus conhecimentos e também ganhar experiência, né? Porque pra quando for para valer mesmo eu já ter aquela bagagem”, brinca o jovem, que se dedica agora a estudar para as provas do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Será a primeira vez que se candidata a este concurso, que só aceita inscrição de alunos no último ano do ensino médio – série que começou a cursar recentemente, após conseguir uma liminar na Justiça.

A mudança não é fácil e pode ser negada com base no artigo 32 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Conforme essa legislação, é obrigatório para crianças de até três anos de idade, estarem matriculadas na educação infantil; entre quatro e cinco, em pré-escolas; a partir dos seis, com duração de nove anos, no ensino fundamental; e o ensino médio, sem idade definida, mas com duração mínima de três anos.

Pulo escolar

Pela idade, Caio deveria estar cursando o nono ano do ensino fundamental, mas foi autorizado a completar a segunda série do ensino médio antes de estudá-lo por completo. A mãe dele, Laurismara Temporini, explicou que o filho também “pulou” o primeiro e o terceiro ano do ensino fundamental I e o oitavo ano do ensino fundamental II. “Ele estava saindo do pré quando eu e meu marido notamos que ele tinha uma diferença muito grande em relação às outras crianças”, lembra.

Ainda de acordo com a mãe, a diferença de Caio para os colegas ainda era perceptível, sendo necessário um outro exame, no terceiro ano, o que possibilitou mais um adiantamento. “A escola me chamou e falou ‘olha, o Caio está mostrando que deve pular novamente, tem que fazer o avanço do cérebro’. Mas eu fiquei um pouquinho com medo e foi quando decidi procurar um neuropsicólogo”, conta.

A família precisou se mudar para a capital do Estado, onde novos testes constataram que ele era superdotado. Com esse documento, os pais ficaram salvaguardados pelo parágrafo IX do artigo 8 da Resolução da Câmara de Educação Básica (CEB) do Conselho Nacional de Educação (CNE) nº02/2001 de que o filho com altas habilidades poderia passar por toda a educação básica (educação infantil, ensino fundamental e médio) em tempo menor que o habitual.

Colégio Militar

“A gente fica com medo, mesmo sabendo que ele tinha capacidade, que ele estava bem à frente dos amigos”, confessa Laurismara. Para o próprio Caio, entretanto, a mudança foi bem mais simples. “Sempre consegui fazer novas amizades e conhecer novas pessoas, então sempre fui bem tranquilo com relação a isso”, descontrai.

No quinto ano, Caio decidiu fazer a prova para ingressar no sexto ano do Colégio Militar de Juiz de Fora (CMJF), primeiro concurso em que foi aprovado. Na época, ele tinha apenas 9 anos, e não os 10 anos completos exigidos. “Mas ele não queria sair da escola, de qualquer jeito. Disse que faria só por testar”, recorda.

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