Segunda-feira, 29 de Junho de 2026

Home Economia Mercado mantém projeção da inflação brasileira em 5,33% em 2026 após 15 semanas de alta

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As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central mantiveram a projeção para a inflação oficial brasileira em 5,33% para 2026, interrompendo uma sequência de 15 semanas consecutivas de revisões para cima. Os dados constam no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (29), que reúne semanalmente as expectativas do mercado para os principais indicadores da economia. Apesar da estabilidade, a estimativa segue acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A meta contínua de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, permitindo que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) oscile entre 1,5% e 4,5%. Pela regra em vigor, caso a inflação permaneça fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central não atingiu o objetivo definido para a política monetária.

Embora a expectativa para 2026 tenha permanecido estável nesta semana, o cenário para os próximos anos sofreu pequenos ajustes. A projeção do IPCA para 2027 subiu de 4,15% para 4,17%, enquanto a estimativa para 2028 foi mantida em 3,70%. Para 2029, a expectativa permaneceu em 3,50%, repetindo o mesmo percentual observado nas últimas semanas.

As projeções do mercado continuam mais pessimistas do que as estimativas divulgadas pelo próprio Banco Central no Relatório de Política Monetária, publicado na última semana. A autoridade monetária prevê inflação de 5,2% em 2026, de 3,7% em 2027 e de 3,1% em 2028, indicando uma convergência gradual para a meta apenas no horizonte mais longo da política monetária.

Em relação aos juros básicos da economia, o mercado manteve a previsão de que a taxa Selic encerrará 2026 em 14% ao ano. Há um mês, a expectativa era de 13,25%, refletindo a revisão das perspectivas diante do aumento das pressões inflacionárias e das incertezas no cenário internacional. O Banco Central reduziu recentemente a Selic para 14,25% ao ano, mas sinalizou cautela sobre novos cortes nos próximos meses.

O Boletim Focus também trouxe leve melhora na expectativa para o crescimento da economia brasileira. A mediana das projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 passou de 1,98% para 1,99%, indicando estabilidade no ritmo de expansão da atividade econômica. A estimativa para o dólar ao fim do ano permaneceu em R$ 5,20.

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