Sábado, 18 de Abril de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 17 de abril de 2026
A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) voltou a opinar nas costuras políticas nos estados e, desta vez, tratou de minar a pré-candidatura do senador Izalci Lucas (PL) ao governo do Distrito Federal.
Aliados dizem que ela ficou irritada com o anúncio do parlamentar e classificou a atitude como “tentativa desesperada”. Por isso, decidiu ir a público e reafirmar o apoio à atual governadora, Celina Leão (PP).
Izalci não avisou a cúpula do partido que anunciaria que é pré-candidato ao governo, apesar de já ter deixado claro a intenção desde o ano passado.
O comando do partido no Distrito Federal é da deputada Bia Kicis, mas é Michelle quem dá as cartas. Ela decidiu que a legenda apoiaria a candidatura de Celina ao governo mesmo em meio ao caso Master. As duas são amigas próximas.
A decisão de Michelle expôs o racha qno PL. Uma ala do partido teme que as fraudes envolvendo o banco de Daniel Vorcaro respinguem na governadora em exercício por causa das negociações com o BRB (Banco de Brasília).
Mas a cúpula tem bancado o nome de Celina por entender que ela não tinha conhecimento das negociações que eram tratadas diretamente com o então governador Ibaneis Rocha (MDB).
Ao Painel, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reafirmou o apoio a Celina. “Quem está no comando de Brasília é Michelle”, disse.
Izalci acabou sendo rifado pela ex-primeira dama, já que ela e Kicis serão as candidatas ao Senado, fechando a chapa com Celina. Resta ao senador tentar um mandato na Câmara dos Deputados.
Não é a primeira vez que Michelle dá palpite nas disputas estaduais. No ano passado, acusou aliados de se precipitarem ao formar uma aliança com Ciro Gomes (PSDB) para o Senado. A ex-primeira dama atacou a articulação publicamente e provocou a ira dos filhos de Jair Bolsonaro.
Moraes barra acesso irrestrito de irmão de Michelle à casa de Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido de acesso irrestrito do irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro à casa onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília. Segundo Moraes, não há justificativa para abrir uma exceção da proibição de visitas ao ex-mandatário a Carlos Eduardo Antunes Torres.
Moraes destacou que as visitas ao ex-presidente foram restringidas por “motivos de saúde”, em razão da “necessidade de maior isolamento” do ex-presidente para que ele se recupere do quadro de broncopneumonia. O ministro também destacou que a autorização para a presença de outras pessoas na casa foi limitada de forma “excepcional e específica”, não havendo razão para a flexibilização das regras para Carlos Eduardo. Com informações dos portais Folha de S. Paulo e O Globo.