Terça-feira, 21 de Julho de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 21 de julho de 2026
Milhões de brasileiros ainda têm recursos esquecidos em instituições financeiras e podem solicitar o resgate por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR), mantido pelo Banco Central. Os valores incluem saldos remanescentes de contas bancárias encerradas, tarifas cobradas indevidamente, parcelas de consórcios, cooperativas de crédito e outras quantias que permaneceram disponíveis para devolução aos seus titulares ou herdeiros.
Segundo dados atualizados do Banco Central, ainda há bilhões de reais disponíveis para resgate por pessoas físicas e jurídicas. Apesar da ampla divulgação do sistema desde seu lançamento, milhões de correntistas ainda não consultaram se possuem dinheiro a receber ou não concluíram o processo para solicitar a devolução dos valores.
A consulta é gratuita e pode ser feita exclusivamente pelo site oficial do Sistema de Valores a Receber. Basta informar o CPF e a data de nascimento, no caso de pessoas físicas, ou o CNPJ e a data de abertura da empresa. O sistema informa se há recursos disponíveis e orienta o usuário sobre as próximas etapas para solicitar o pagamento.
Quando há valores a receber, o resgate pode ser realizado diretamente pela plataforma, desde que o cidadão possua uma conta Gov.br com nível prata ou ouro e autenticação em duas etapas habilitada. Caso a instituição financeira não ofereça devolução automática pelo sistema, o Banco Central informa os canais de contato para que o cliente solicite a restituição diretamente ao banco ou à instituição responsável.
Além de pessoas físicas e empresas, herdeiros, inventariantes, representantes legais e testamentários também podem consultar a existência de recursos deixados por pessoas falecidas. Nesses casos, o sistema informa a instituição financeira responsável, mas a liberação dos valores depende da apresentação da documentação exigida por cada banco.
O Banco Central reforça que não envia links por e-mail, mensagens de texto ou aplicativos de conversa para consulta ou resgate dos recursos. O órgão também alerta que não cobra qualquer taxa para liberar os valores e recomenda que os cidadãos utilizem apenas os canais oficiais, evitando golpes que prometem antecipar pagamentos ou exigem depósitos para liberar o dinheiro.
Especialistas em segurança digital orientam que o acesso ao sistema seja feito diretamente pelo endereço oficial do Banco Central ou pelo portal Gov.br. Também recomendam desconfiar de mensagens que solicitem dados bancários, senhas ou códigos de autenticação, uma vez que essas informações não são exigidas para a simples consulta dos valores disponíveis.