Terça-feira, 21 de Abril de 2026

Home em foco Ministério Público Federal apura ligação de derrubada de torres de energia com atos extremistas

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O Ministério Público Federal (MPF) pediu informações à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre quatro torres de transmissão de energia elétrica derrubadas em Rondônia e no Paraná.

O MPF investiga se há relação entre os ataques às torres e os atos terroristas ocorridos em Brasília no domingo (8).

Os dados foram solicitados pelo subprocurador-geral da República, Carlos Frederico Santos, coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos.

Em ofício enviado na noite de terça-feira (17) ao diretor-geral da Aneel, Sandoval Neto, ele pede informações e eventuais elementos de prova relacionados à derrubada das torres de transmissão.

Segundo o MPF, na primeira instância, há duas investigações sobre o caso.

  • Paraná: foi aberto inquérito policial para apurar a derrubada de uma torre de transmissão.
  • Rondônia: o MPF instaurou uma notícia de fato para apurar ocorrências nos municípios de Rolim de Moura, Itapuã do Oeste e Vilhena.

Também na terça, Santos enviou ofício aos procuradores-gerais de Justiça nos estados e no Distrito Federal e aos procuradores-chefes de todas as unidades do MPF nos estados e no Distrito Federal.

No documento, ele solicita informações, manifestações e eventuais elementos de prova relacionados aos ataques.

O MME (Ministério de Minas e Energia) afirma que vai pedir aumento de policiamento perto das concessionárias de energia. Até agora, ninguém foi preso.

O que se sabe

  • São 4 torres derrubadas – 3 delas em Rondônia – e 8 danificadas, em tentativa de queda ou impactadas pelas que caíram.
  • A PF apura os ataques separadamente nos Estados, mas o ministro da Justiça, Flávio Dino, já estuda unificar os casos em Brasília;
  • Aneel, Operador Nacional do Sistema (ONS) e concessionárias descartam que as quedas tenham sido causadas por efeitos climáticos. Citam “sabotagem” e “vandalismo”;
  • O MME diz que vai aumentar a segurança das concessionárias com o uso de drones e policiamento extensivo;
  • PF e MPF atuam para investigar os ataques
  • Nenhuma queda ou dano impactou o fornecimento de energia.

Cronologia

Entenda a cronologia dos fatos:

  • 8 de janeiro – na noite de domingo, após o ataques golpistas em Brasília, três torres de transmissão são derrubadas no Paraná e em Rondônia;
  • 9 de janeiro – pela manhã, o ONS divulga relatório em que detalha os danos: uma torre derrubada no município de Medianeira (PR) e outras três danificadas; duas torres com os cabos rompidos e derrubadas nas cidades Ariquemes e Rolim (RO).
  • 9 de janeiro – no mesmo dia, a Aneel anuncia a montagem de um gabinete de crise para apurar os incidentes.
  • 11 de janeiro – a Polícia Federal abre inquéritos no Paraná e em Rondônia. No Sul, os agentes investigam a hipótese de atentado. Já no Norte, os dois inquéritos consideram a tese de vandalismo.
  • 12 de janeiro – é registrado o primeiro caso em São Paulo, na cidade de Palmital. A Aneel afirma se tratar de vandalismo. A torre segue em pé, mas inoperante.
  • 13 de jan – uma torre é atingida com evidência de tentativa de derrubada na cidade de Rio das Pedras, interior de São Paulo.
  • 14 de janeiro – outra torre é derrubada em Rondônia, na cidade de Pimenta Bueno. Segundo o ONS, parafusos e cabos foram retirados da estrutura intencionalmente. O caso entrou no mesmo inquérito da PF em Vilhena.
  • 16 de janeiro – a PF de São Paulo abre inquérito para apurar o caso de Rio das Pedras e Palmital.
  • 16 de janeiro – o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, se reúne com o ministro da Justiça, Flávio Dino, e o diretor-geral da PF, Andrei Passos, para discutir as ações de combate aos atos de sabotagem.
  • 17 de janeiro – Silveira diz que vai pedir que o policiamento seja reforçado nas áreas de potenciais ataques.
  • 17 de janeiro – o Ministério Público Federal em Rondônia pede informações à PF e à Polícia Civil e deve entrar na investigações sobre o caso.

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