Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026

Home Política Ministério Público Militar diz que Bolsonaro infringiu 8 regras

Compartilhe esta notícia:

O procurador-geral da Justiça Militar, Clauro de Bortolli, afirmou que Jair Bolsonaro (PL) “organizou um golpe contra as instituições” e agiu com “descaso” com as regras éticas “mais básicas” da caserna. No documento, enviado ao Superior Tribunal Militar (STM), o chefe do MP Militar listou oito infrações cometidas pelo ex-presidente.

Entre elas: dever de probidade e de proceder de maneira ilibada na vida pública; zelo pelo preparo moral próprio; discrição em suas atitudes, maneiras e linguagem escrita e falada, além da observância das normas de boa educação. “Sem muito esforço, portanto, nota-se o descaso do ora representado Jair Messias Bolsonaro para com os preceitos éticos mais básicos”, concluiu o chefe do MP Militar.

Bortolli também pediu a expulsão de outros quatro militares condenados na ação da trama golpista pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Como antecipou o “O Estado de S. Paulo” no último dia 25, ele trabalhou durante o recesso do Judiciário para concluir os pedidos de perda de patente.

O STM vai decidir se os cinco integrantes militares do núcleo central da trama golpista têm “idoneidade e dignidade” para seguir nas Forças Armadas. O mérito da condenação não será discutido, isto é, não cabem mais recursos para tentar reverter a decisão do Supremo.

Os julgamentos são inéditos. O STM jamais analisou pedido de perda de patente por crimes contra a democracia. Também nunca expulsou generais condenados. Nos últimos oito anos, a Corte acolheu 93% dos pedidos feitos pelo MP Militar.

Todos esses processos de perda de patente dos militares serão relatados ou revisados por ministros civis do STM. A decisão ocorreu por sorteio, ontem, e causou surpresa na Corte Militar. O colegiado é composto por cinco ministros civis e dez fardados – sendo 4 do Exército, 3 da Marinha e 3 da Aeronáutica.

Na ação contra Bolsonaro, a revisora será a ministra civil Verônica Sterman. Ela também será relatora do caso do almirante Garnier. A magistrada foi indicada pelo presidente Lula para o cargo, no ano passado, e já advogou para a ministra Gleisi Hoffmann.

O outro relator civil é José Barroso Filho, à frente do processo contra o general Paulo Sérgio Nogueira. E os casos do generais Augusto Heleno e Braga Netto terão respectivamente estes revisores: Péricles Aurélio Lima de Queiroz e Arthur Vidigal de Oliveira. (Opinião/Jornal O Estado de S. Paulo)

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Ao tratar da necessidade de “autocorreção” diante dos colegas, Fachin reconheceu implicitamente que algo está errado no Supremo
Imóveis de Ronaldinho Gaúcho foram usados em captação de R$ 330 milhões do Banco Master sem aval do jogador
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Show de Notícias