Sábado, 17 de Janeiro de 2026

Home Política Ministro da Fazenda de Flávio Bolsonaro deve vir da equipe de Paulo Guedes, afirma articulador de campanha

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O empresário Filipe Sabará, um dos articuladores da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, diz que há “umas 10 opções” para o Ministério da Economia de um eventual governo de Flávio e que deve haver preferência para pessoas que integraram a equipe econômica de Paulo Guedes durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL). Flávio tem dito já ter um nome “em mente”, mas afirmou que só o revelará mais para frente.

“Tem umas 10 opções. Deve ser alguém que estava na equipe do Paulo Guedes. Esses aí com certeza estão na preferência”, declarou Sabará ao Estadão/Broadcast. O empresário deve ser um dos responsáveis pela interlocução da campanha com o mercado financeiro e com o segmento evangélico.

Ex-secretário-executivo de Desenvolvimento Social do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), Sabará diz ter passado um “recado” para Tarcísio de que o governador precisa dar um apoio mais enfático ao nome do senador. Segundo ele, o governador se comprometeu a fazê-lo.

Sabará diz cogitar se lançar ao governo de São Paulo, caso Tarcísio decida não dar palanque a Flávio. “Tarcísio provavelmente será candidato. A questão é, se o Tarcísio não der palanque e não fizer a campanha que a gente precisa que seja feita em São Paulo, eu entro”, falou.

Leia os principais trechos da entrevista:

* Como foi sua aproximação com Flávio Bolsonaro?

Já tenho uma relação com eles, principalmente com o Eduardo há bastante tempo. Na época da campanha do Tarcísio, quem me chamou para participar foi o próprio Eduardo. Conheci o Flávio, mas não tão próximo como o Eduardo, mas havia uma relação. Quando o Jair Bolsonaro decidiu lançar o Flávio, foi natural, porque eles me procuraram e o próprio mercado me procurou, porque eu sou empresário, sou investidor, tenho fundo e tudo, então aconteceu naturalmente. Sou a pessoa aqui de São Paulo, do mercado e da política que tem mais acesso entre diversos segmentos, além de ser fiel ao que acredito e ter alinhamento com Bolsonaro. Precisava ser alguém assim e eles me procuraram, eu topei.

* Quando Flávio o procurou?

Foi na data que o Jair Bolsonaro o indicou. No mesmo dia ou um dia depois.

* Já ficou acertado que você será um dos coordenadores de campanha dele?

Não tem acerto. Estou fazendo uma articulação de amigo mesmo. Prefiro assim, porque a gente fala tanto em meritocracia, ‘você chega e fala: O que você vai ser?’ A gente fica negociando com coisas que não têm nada a ver. Fui ajudar, porque eu acredito no projeto e acabei me tornando o articulador dele, um coordenador que está fazendo um trabalho para ele. Foi natural. Por isso que está tão forte, porque não tem acordo, não tem dinheiro envolvido, não tem barganha. É amizade mesmo.

* O pedido dele foi para que você ajudasse com o mercado?

“Me ajuda com o que você puder, no que você pode me ajudar”. E estou ajudando com o que posso, não só com o mercado. Estou ajudando com os evangélicos, porque tenho uma entrada muito boa com os pastores, com a indústria, que não necessariamente é o mercado financeiro, mas setor industrial, comércio, grandes empresários, pequenos e médios empresários. Tudo que eu tenho acesso, área social, fui secretário social quatro vezes também, institutos, tudo que tenho acesso de segmento estou ajudando.

* Com que empresários e representantes do mercado ele se encontrou até agora?

Prefiro não falar nomes, porque muita gente pediu reserva. Mas vou te falar que a gente encontrou os 40 maiores empresários do Brasil. Em termos de PIB, em termos de net worth. Encontramos também empresários não tão grandes, mas começamos pelos maiores. Mais fácil.

* Flávio disse esses dias que ele já tem um nome em mente para o Ministério da Economia dele, sabe quem é essa pessoa?

Não sei.

* Ele já está conversando realmente com alguém para anunciar antes da eleição?

Tem umas 10 opções. Deve ser alguém que estava na equipe do Paulo Guedes. Esses aí com certeza estão na preferência. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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