Sábado, 30 de Maio de 2026

Home Política Ministro do Supremo Cristiano Zanin dá 15 dias para defesas se manifestarem sobre denúncia de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça

Compartilhe esta notícia:

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, determinou a notificação dos denunciados, incluindo servidores do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para que apresentem resposta à denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no prazo de 15 dias. Após a apresentação das defesas, a denúncia será levada para apreciação da Primeira Turma do STF.

A denúncia apresentada pela PGR aponta crimes como organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro, exploração de prestígio e violação de sigilo profissional na investigação sobre um suposto esquema de venda de sentenças no STJ.

No despacho assinado nessa quinta-feira (28), Zanin frisou que as ministras Nancy Andrighi e Maria Isabel Gallotti, ambas do STJ, não são ou foram alvo do inquérito sobre venda de sentenças. A ponderação está em linha com o parecer da PGR, que destacou que as apurações afastaram “qualquer elemento de vinculação” das ministras com as apurações. subjetiva das referidas autoridades aos fatos examinados.

“Não há referência a seus nomes nos registros telemáticos coligidos, nem indício de participação na dinâmica financeira relacionada à circulação de valores ilícitos”, frisou o procurador-geral da República Paulo Gonet. “Os elementos reunidos indicam, em sentido diverso, que a prática criminosa se desenvolveu à margem da atuação jurisdicional regular, sem ciência ou anuência das Ministras, mediante atuação desviada de agentes de assessoramento que exploraram indevidamente o acesso interno ao fluxo de elaboração de minutas”, completou.

No despacho, Zanin reafirmou a competência do STF para julgar o caso, apontando que, além de existirem investigações em andamento sobre o caso, que envolvem autoridades com prerrogativa de foro em razão do exercício de função, o próprio inquérito demanda diligências adicionais.

O ministro manteve ainda as medidas cautelares já impostas aos investigados, entre elas o monitoramento eletrônico, para preservar a ordem pública e garantir a continuidade das apurações.

Segundo a investigação, uma organização criminosa teria atuado entre 2019 e 2023 em um esquema de comercialização de decisões judiciais. Ao manter o caso no STF, Zanin afirmou que há investigações conexas envolvendo autoridades com foro por prerrogativa de função. O que sinaliza a investigação de ministros. O relator retirou o sigilo do processo, que passa a tramitar publicamente no STF.

A PGR também pediu o arquivamento de linhas de investigação envolvendo as ministras Nancy Andrighi e Maria Isabel Gallotti por ausência de indícios de participação nos fatos. (Com informações da rádio CBN e do jornal O Globo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Ministro Gilmar Mendes pede vista e julgamento que discute mudança na Lei da Ficha Limpa é suspenso
Eleições 2026: Lula omitiu até de seus amigos que precisaria fazer radioterapia e tenta exibir saúde para eleição
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Conexão Pampa