Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026

Home Brasil Ministro do Supremo Gilmar Mendes dá 48 horas para Santa Catarina explicar lei que proíbe cotas raciais em universidades

Compartilhe esta notícia:

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu nesta segunda-feira (26), prazo de 48 horas para que a Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) e o governo estadual prestem esclarecimentos sobre uma lei recém-aprovada que proíbe a adoção de cotas raciais em universidades públicas e em instituições privadas que recebem recursos estaduais.

Além do Executivo e do Legislativo estaduais, o ministro determinou que a reitoria da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) preste informações, também no prazo de 48 horas, sobre o estágio atual do processo seletivo do vestibular 2026/1.

Uma das instituições diretamente afetadas pela norma, a Udesc tem cerca de 14 mil estudantes, distribuídos em mais de 60 cursos de graduação e em mais de 50 programas de mestrado e doutorado. Procuradas, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, o governo do Estado e a Udesc não responderam aos pedidos de posicionamento até a publicação desta reportagem.

A lei questionada foi aprovada pela Assembleia Legislativa em dezembro de 2025 e sancionada pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), no último dia 22. O texto veda políticas de cotas e prevê sanções às instituições que descumprirem a proibição, como multa administrativa de R$ 100 mil por edital publicado em desacordo com a regra e a possibilidade de corte de repasses de recursos públicos.

A norma abre exceções apenas para reservas de vagas destinadas a pessoas com deficiência (PCD), critérios exclusivamente econômicos e estudantes oriundos de escolas públicas estaduais de ensino médio. Por tratar exclusivamente de competências estaduais, a lei não alcança instituições federais, como a Universidade Federal de Santa Catarina e os institutos federais de educação.

A legislação é alvo de quatro ações diretas de inconstitucionalidade apresentadas por partidos políticos, entidades estudantis, organizações da sociedade civil e pelo Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), todas com pedido de suspensão imediata da norma. Os autores sustentam que a proibição viola a Constituição, afronta decisões anteriores do STF e representa um retrocesso em políticas afirmativas já consolidadas. (Com informações de O Estado de S.Paulo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Home Brasil Ministro do Supremo Gilmar Mendes dá 48 horas para Santa Catarina explicar lei que proíbe cotas raciais em universidades

Compartilhe esta notícia:

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu nesta segunda-feira (26), prazo de 48 horas para que a Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) e o governo estadual prestem esclarecimentos sobre uma lei recém-aprovada que proíbe a adoção de cotas raciais em universidades públicas e em instituições privadas que recebem recursos estaduais.

Além do Executivo e do Legislativo estaduais, o ministro determinou que a reitoria da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) preste informações, também no prazo de 48 horas, sobre o estágio atual do processo seletivo do vestibular 2026/1.

Uma das instituições diretamente afetadas pela norma, a Udesc tem cerca de 14 mil estudantes, distribuídos em mais de 60 cursos de graduação e em mais de 50 programas de mestrado e doutorado. Procuradas, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, o governo do Estado e a Udesc não responderam aos pedidos de posicionamento até a publicação desta reportagem.

A lei questionada foi aprovada pela Assembleia Legislativa em dezembro de 2025 e sancionada pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), no último dia 22. O texto veda políticas de cotas e prevê sanções às instituições que descumprirem a proibição, como multa administrativa de R$ 100 mil por edital publicado em desacordo com a regra e a possibilidade de corte de repasses de recursos públicos.

A norma abre exceções apenas para reservas de vagas destinadas a pessoas com deficiência (PCD), critérios exclusivamente econômicos e estudantes oriundos de escolas públicas estaduais de ensino médio. Por tratar exclusivamente de competências estaduais, a lei não alcança instituições federais, como a Universidade Federal de Santa Catarina e os institutos federais de educação.

A legislação é alvo de quatro ações diretas de inconstitucionalidade apresentadas por partidos políticos, entidades estudantis, organizações da sociedade civil e pelo Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), todas com pedido de suspensão imediata da norma. Os autores sustentam que a proibição viola a Constituição, afronta decisões anteriores do STF e representa um retrocesso em políticas afirmativas já consolidadas. (Com informações de O Estado de S.Paulo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Ministro do Supremo Gilmar Mendes dá 48 horas para Santa Catarina explicar lei que proíbe cotas raciais em universidades
Ministro do Supremo Gilmar Mendes dá 48 horas para Santa Catarina explicar lei que proíbe cotas raciais em universidades
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Show de Notícias