Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026

Home Política Ministro do Tribunal de Contas da União e pai enviaram emendas para construir 300 casas em Roraima; só uma foi erguida

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A ossada de um boi e o mato quase fechado em uma trilha estreita às margens da BR-174, em Iracema (RR), indicam o abandono do local.

O caminho é acesso para a área onde emendas enviadas pelo então deputado por Roraima Jhonatan de Jesus, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), e pelo pai dele, o senador Mecias de Jesus (Republicanos), deveriam ser usadas para a construção de 300 casas populares.

A promessa era deixar o conjunto pronto no final de 2024. O plano político de pai e filho era dar mais uma bandeira de campanha para o aliado deles na cidade, o então prefeito Jairo Ribeiro (Republicanos).

Mais de um ano depois, só uma casa saiu do papel e ninguém mora nela. O imóvel já tem sinais de abandono e deterioração, enquanto a área onde deveriam estar as outras 299 não tem nem fundação. Em vez de um canteiro de obras, o terreno está tomado por mato.

Jhonatan e o pai enviaram R$ 13 milhões em “emendas Pix” com menção à construção de casas em Iracema. O mesmo dinheiro também seria destinado para pavimentação e recuperação de estradas.

O ministro negou desvio de finalidade nas indicações das emendas e afirmou que a execução e a prestação de contas são de responsabilidade dos Estados e municípios que receberam os recursos. O senador Mecias de Jesus disse que “a execução é de responsabilidade exclusiva da prefeitura”.

A prefeitura disse que o dinheiro foi usado para a elaboração dos projetos necessários na “futura” construção das unidades, sem explicar o porquê da promessa não cumprida nem apresentar novos cronogramas.

Hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus é relator do processo na Corte que investiga a atuação do Banco Central na liquidação do Banco Master. Ele chegou a ordenar uma inspeção na autoridade monetária, mas recuou após ser questionado, enviando a decisão para o plenário do tribunal, que está em recesso.

O Banco Master e o dono da instituição, Daniel Vorcaro, são investigados por fraudes no sistema financeiro. Vorcaro se aproximou de políticos em Brasília e chegou a ser preso pela Polícia Federal durante as apurações. Ele foi liberado, mas está com tornozeleira eletrônica.

Conforme o Estadão revelou, o Jhonatan de Jesus indicou R$ 42 milhões em emendas parlamentares para Roraima que se transformaram em obras inacabadas e asfaltos esburacados. A maior parte “sumiu” sem prestação de contas sobre o que foi feito com o dinheiro.

Um dos principais destinos dessa verba foi a cidade de Iracema. A administração municipal não apresentou nenhum projeto detalhado e nenhuma prestação de contas sobre o que foi feito com o dinheiro, descumprindo uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e do próprio TCU.

Os ministérios do governo federal não aprovaram os projetos por falta de informações e não atendimento às metas da União.

Nem a primeira fase da construção, que previa 60 casas, começou. Mesmo assim, o então prefeito Jairo Ribeiro chegou a usar politicamente a construção da moradia.

“O sonho nosso de Iracema se tornou realidade. A casa modelo foi construída, compromisso da nossa gestão cumprido”, disse ele em maio de 2024.

O ex-prefeito é investigado pela Polícia Federal por fraudes durante as eleições de 2024 e por desvios de recursos. Ao final de dois mandatos, ele trabalhou para eleger uma ex-secretária de sua gestão, a correligionária Marlene Saraiva (Republicanos).

Segundo populares e representantes da classe política local, a mulher tem atuação discreta e, na prática, Jairo continua dando as cartas na cidade.

A investigação de fraudes eleitores contra o grupo do aliado de Jhonatan e Mecias de Jesus aponta para compra de votos e aumento artificial do número de eleitores em um dos maiores distritos do município.

Os depoimentos colhidos pela polícia apontam para compra de votos por meio de empresas ligadas a Ribeiro e de firmas contratadas pela prefeitura. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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O caminho é acesso para a área onde emendas enviadas pelo então deputado por Roraima Jhonatan de Jesus, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), e pelo pai dele, o senador Mecias de Jesus (Republicanos), deveriam ser usadas para a construção de 300 casas populares.

A promessa era deixar o conjunto pronto no final de 2024. O plano político de pai e filho era dar mais uma bandeira de campanha para o aliado deles na cidade, o então prefeito Jairo Ribeiro (Republicanos).

Mais de um ano depois, só uma casa saiu do papel e ninguém mora nela. O imóvel já tem sinais de abandono e deterioração, enquanto a área onde deveriam estar as outras 299 não tem nem fundação. Em vez de um canteiro de obras, o terreno está tomado por mato.

Jhonatan e o pai enviaram R$ 13 milhões em “emendas Pix” com menção à construção de casas em Iracema. O mesmo dinheiro também seria destinado para pavimentação e recuperação de estradas.

O ministro negou desvio de finalidade nas indicações das emendas e afirmou que a execução e a prestação de contas são de responsabilidade dos Estados e municípios que receberam os recursos. O senador Mecias de Jesus disse que “a execução é de responsabilidade exclusiva da prefeitura”.

A prefeitura disse que o dinheiro foi usado para a elaboração dos projetos necessários na “futura” construção das unidades, sem explicar o porquê da promessa não cumprida nem apresentar novos cronogramas.

Hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus é relator do processo na Corte que investiga a atuação do Banco Central na liquidação do Banco Master. Ele chegou a ordenar uma inspeção na autoridade monetária, mas recuou após ser questionado, enviando a decisão para o plenário do tribunal, que está em recesso.

O Banco Master e o dono da instituição, Daniel Vorcaro, são investigados por fraudes no sistema financeiro. Vorcaro se aproximou de políticos em Brasília e chegou a ser preso pela Polícia Federal durante as apurações. Ele foi liberado, mas está com tornozeleira eletrônica.

Conforme o Estadão revelou, o Jhonatan de Jesus indicou R$ 42 milhões em emendas parlamentares para Roraima que se transformaram em obras inacabadas e asfaltos esburacados. A maior parte “sumiu” sem prestação de contas sobre o que foi feito com o dinheiro.

Um dos principais destinos dessa verba foi a cidade de Iracema. A administração municipal não apresentou nenhum projeto detalhado e nenhuma prestação de contas sobre o que foi feito com o dinheiro, descumprindo uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e do próprio TCU.

Os ministérios do governo federal não aprovaram os projetos por falta de informações e não atendimento às metas da União.

Nem a primeira fase da construção, que previa 60 casas, começou. Mesmo assim, o então prefeito Jairo Ribeiro chegou a usar politicamente a construção da moradia.

“O sonho nosso de Iracema se tornou realidade. A casa modelo foi construída, compromisso da nossa gestão cumprido”, disse ele em maio de 2024.

O ex-prefeito é investigado pela Polícia Federal por fraudes durante as eleições de 2024 e por desvios de recursos. Ao final de dois mandatos, ele trabalhou para eleger uma ex-secretária de sua gestão, a correligionária Marlene Saraiva (Republicanos).

Segundo populares e representantes da classe política local, a mulher tem atuação discreta e, na prática, Jairo continua dando as cartas na cidade.

A investigação de fraudes eleitores contra o grupo do aliado de Jhonatan e Mecias de Jesus aponta para compra de votos e aumento artificial do número de eleitores em um dos maiores distritos do município.

Os depoimentos colhidos pela polícia apontam para compra de votos por meio de empresas ligadas a Ribeiro e de firmas contratadas pela prefeitura. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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