Segunda-feira, 21 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 20 de setembro de 2026
Em meio às comemorações de seus 45 anos de atuação ininterrupta como espaço fundamental do segmento em Porto Alegre, a Galeria Tina Zappoli (rua Paulino Teixeira nº 35, bairro Rio Branco) abrirá no próximo sábado (26) uma exposição com peças de artistas plásticos que participaram dessa trajetória. A atividade está marcada para o período das 11h às 14h, com entrada franca e aberta ao público, seguida de visitação até 23 de dezembro (segunda a sexta-feira, das 14h às 19h).
São 60 obras de 25 autores. A lista abrange Alberto Cedrón, Antônio Dias, Cabral, Catarina Dantas, Cornélio, Dalton Costa, Família Petuba, Felipe Góes, Francisco Graciano, Francisco Stockinger, Gabriel Augusto, Iberê Camargo, Itelvino Jahn, Jadir João Egídio, Jorge Leite, Luiz Antônio, Magliani, Manuel Graciano, Marinho Neto, Marianita Linck, Rodrigo Plentz, Sil, Tere Finger, Veio e Zezinha.
Já o título da mostra vem do texto de apresentação da exposição, assinado pela poeta Ester Mambrini (que trabalhou na galeria de 1990 a 1993): “O Tempo Invisível e a Matéria Resiliente: Galeria Tina Zappoli – 45 Anos de Muitos Outros”. Informações complementares estão disponíveis no site galeriatinazappoli.com.br.
Protagonismo
O empreendimento tem como proprietários o artista Marinho Neto e a galerista Tina Zappoli. Fundado em 1981, inicialmente dedicava-se mais a nomes da produção moderna e contemporânea, além de ter o privilégio de atuar como representante do pintor e gravurista gaúcho Iberê Camargo (1914-1994), contribuindo de forma decisiva para a circulação de sua obra.
Aos poucos, a galeria foi introduzindo em seu acervo a arte popular brasileira, uma das paixões da dupla de proprietários. A primeira exposição com esse enfoque foi “Organismos” (1995).
Com ineditismo na Região Sul do País, a galeria mescla harmoniosamente as tendências popular, étnica, moderna e contemporânea da arte. Não por acaso, consolidou-se como instituição referencial no diálogo entre diferentes modalidades. Tina ressalta:
“Desde que introduziu a Arte Popular, a Galeria fez a diferença em todo o circuito local. E, depois, também exemplou em nível nacional, pois as galerias do país não misturavam arte popular com arte metropolitana. Por isso, fomos pioneiros. A gente acrescentou porque acreditava que é tão arte quanto, ou até mais, porque é o berço, o caldo cultural, a origem de tudo. Sem esse lastro, não tem arte alguma. A gente enxergou essa verdade”.
(Marcello Campos)