Quinta-feira, 27 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 26 de agosto de 2026
Candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos participou nesta quarta-feira (26) de sabatina da TV Globo com os candidatos ao Palácio do Planalto. Durante a entrevista, ele foi questionado sobre sua defesa do desenvolvimento de uma bomba nuclear pelo Brasil, criticou a relação do país com a China e apresentou propostas para a segurança pública.
Ao justificar a defesa de armas nucleares, Renan afirmou que o cenário internacional passa por uma grande transformação e que o desenvolvimento dessa tecnologia poderia ampliar a soberania brasileira e recuperar o que classificou como “respeito internacional pelo Brasil”. Segundo o candidato, o país precisa estar preparado para proteger seus recursos naturais diante do interesse de outras nações.
“O mundo vai olhar para o Brasil com cobiça”, afirmou Renan. Na avaliação dele, o país atualmente está em uma posição de fragilidade no cenário internacional. “O Brasil hoje está fraco, mas tem que fazer uma construção de soberania, e isso passa por reaver posição internacional do Brasil. Hoje o Brasil é vassalo da China”, declarou.
O candidato também citou as reservas brasileiras de terras raras como um instrumento de negociação internacional. Ele afirmou que o Brasil poderia utilizar esses minerais para estreitar relações com os Estados Unidos, que dependem de fornecedores estrangeiros para abastecer setores estratégicos de sua indústria.
“Eles não dispõem das terras raras em seu território, precisam comprar da China. Então eles vão ter que sentar com o Brasil para ter essa soberania militar, e isso nos coloca em posição interessante”, disse.
Questionado sobre as possíveis consequências diplomáticas da produção de uma bomba nuclear, Renan foi confrontado com o exemplo da Coreia do Norte. O candidato afirmou que o país asiático é “respeitado internacionalmente”, embora tenha feito ressalvas ao regime político e ao caráter repressivo do governo norte-coreano.
Durante a entrevista, Renan também foi questionado sobre suas propostas para a segurança pública. Na resposta, voltou a defender medidas consideradas de exceção para enfrentar organizações criminosas e argumentou que o Estado precisa adotar uma postura mais dura contra grupos que controlam territórios e atividades econômicas.
As declarações sobre armas nucleares fazem parte de uma das propostas mais controversas apresentadas pelo candidato durante a campanha. O Brasil é signatário do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e mantém, na Constituição, a determinação de que toda atividade nuclear no país tenha fins pacíficos.
Na sabatina, Renan também buscou apresentar sua visão de política externa, baseada em uma maior autonomia do Brasil diante das principais potências. A relação com China e Estados Unidos apareceu como um dos pontos centrais de seu discurso, associada à exploração de recursos minerais estratégicos e à defesa de uma política de maior soberania nacional.