Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 16 de fevereiro de 2026
O enfrentamento ao feminicídio e à violência contra a mulher no Rio Grande do Sul não se limita às propostas legislativas. O governo estadual também tem buscado estratégias para conter os índices e fortalecer a rede de proteção. Em dezembro de 2025, o governador Eduardo Leite e a secretária da Mulher, Fábia Almeida Richter, lançaram a campanha “Não maquie, denuncie”, voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência de gênero.
O slogan é direto e simbólico: não esconder, não disfarçar, não silenciar. A campanha alerta que uma mulher é vítima de feminicídio a cada quatro dias no estado e que, entre janeiro e outubro de 2025, 69 mulheres foram mortas e 220 sofreram tentativas de feminicídio. Esses números revelam a urgência de ações que vão além da repressão policial: é preciso conscientização social e mudança cultural.
A campanha ganhou espaço em TV, rádio, cinema, redes sociais e meios digitais, especialmente durante o Carnaval de 2026, período em que os casos de assédio e violência tendem a aumentar. A ideia é alcançar diferentes públicos e reforçar que a denúncia é o primeiro passo para salvar vidas.
A iniciativa marca também a recriação da Secretaria da Mulher, que havia sido extinta em gestões anteriores e voltou em 2025 com a missão de coordenar políticas públicas de gênero. A secretária Fábia Richter destacou que o enfrentamento à violência exige mais do que infraestrutura: “A violência contra a mulher não começa no feminicídio. Ela começa quando alguém tenta silenciar, controlar ou limitar”.
Enquanto Nadine Anflor propõe projetos de lei voltados para órfãos, sistemas preditivos e atendimento aos homens, o governo estadual aposta em campanhas de conscientização e fortalecimento da rede de proteção. São esforços complementares: de um lado, políticas estruturais; de outro, mobilização social e cultural.
O feminicídio é um problema complexo que exige múltiplas frentes de ação. A campanha “Não maquie, denuncie” é um chamado à sociedade: não esconder sinais de violência, não normalizar agressões e não se calar diante da dor das mulheres. Ao unir políticas públicas e campanhas de conscientização, o Rio Grande do Sul busca reduzir índices que ainda colocam o estado entre os mais críticos do país.(por Gisele Flores – Gisele@pampa.com.br)
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