Quinta-feira, 28 de Agosto de 2025
Por Redação Rádio Pampa | 28 de agosto de 2025
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o secretário da Economia, Marcelo Ebrard, disseram nesta quinta-feira (28) que o país descarta um acordo de livre comércio com o Brasil, uma ideia que os dois países exploraram várias vezes no passado.
As duas maiores economias da América Latina tentaram várias vezes aprofundar suas relações comerciais, mas não conseguiram, e observadores têm apontado que isso se deve ao fato de suas economias competirem uma contra a outra em vez de se complementarem.
“Não estamos pensando em um acordo de livre comércio (…), mas sim em um acordo de colaboração”, afirmou Sheinbaum ao ser questionada sobre o tema em entrevista coletiva, horas antes de receber o vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, no palácio do governo.
O México e o Brasil têm um acordo de complementação econômica sobre automóveis e, recentemente, as autoridades mexicanas disseram que começarão as auditorias de 14 frigoríficos brasileiros em setembro para autorizá-los a exportar carne para o país.
A declaração de Ebrard ocorre um dia após os dois países anunciarem dois acordos de biocombustíveis e competitividade. O Brasil enfrenta tarifas de 50% dos Estados Unidos, enquanto o México está negociando um acordo de longo prazo com Washington para evitar a imposição de tarifas alfandegárias.
Durante um telefonema com Sheinbaum no final de julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância de “aprofundar” a relação comercial com o México para enfrentar o “momento de incerteza” devido às tarifas alfandegárias.
Desde então, Brasília buscava ampliar o acordo de cooperação vigente com o México e expandir os fluxos de mercadorias entre ambas as nações, com foco em setores como farmacêutico, agropecuário e aeroespacial, afirmou Lula ao compartilhar na rede social X o resultado dessa conversa.
Ebrard anunciou que ambos os governos assinaram um memorando de entendimento “para iniciar tarefas de cooperação” que também permitam ao México aumentar suas exportações automotivas para o Brasil.
Da mesma forma, foi proposto um pacto entre as agências reguladoras de saúde de ambos os países para acelerar a aprovação de novos medicamentos e a colaboração na exploração de petróleo em águas profundas, onde o Brasil tem “uma grande experiência”, destacou Ebrard.
“O Brasil produz e tem tecnologia em certas áreas que interessam ao México e também nós temos desenvolvimento em certas áreas que interessam” ao país sul-americano, complementou a presidente mexicana. (Com informações do jornal Folha de S.Paulo)
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