Domingo, 11 de Janeiro de 2026

Home Mundo “Não queremos ser americanos”, rebate Groenlândia a Trump

Compartilhe esta notícia:

Os partidos políticos da Groenlândia afirmaram que não desejam ficar sob controle de Washington após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltar a sugerir o uso da força para assumir o território autônomo dinamarquês, rico em recursos minerais. As declarações geraram preocupação internacional.

“Não queremos ser americanos, não queremos ser dinamarqueses, queremos ser groenlandeses”, afirmaram líderes de cinco partidos representados no Parlamento da Groenlândia, em comunicado conjunto. “O futuro da Groenlândia deve ser decidido pelos groenlandeses”, acrescentaram.
“Americano? Não”

Antiga colônia da Dinamarca até 1953, a Groenlândia obteve autonomia em 1979 e, desde então, debate a possibilidade de afrouxar gradualmente os laços com Copenhague. Ainda assim, muitos habitantes permanecem cautelosos em relação à independência plena.

A coalizão atualmente no poder não defende uma ruptura acelerada com a Dinamarca. Já o partido de oposição Naleraq, que obteve 24,5% dos votos nas eleições legislativas de 2025, defende a independência o mais rapidamente possível.

“É hora de começarmos a nos preparar para a independência pela qual lutamos durante tantos anos”, afirmou o deputado Juno Berthelsen em publicação nas redes sociais.

A Dinamarca e outros aliados europeus reagiram com surpresa às declarações de Trump sobre a possibilidade de assumir o controle da Groenlândia, onde os Estados Unidos já mantêm uma base militar. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou na segunda-feira (5) que uma eventual tomada do território pelos EUA equivaleria ao fim da aliança militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Trump minimizou as preocupações do governo dinamarquês, aliado histórico de Washington. “Sou fã da Dinamarca também, tenho que dizer. Eles sempre foram muito simpáticos comigo”, declarou o presidente americano.

No comunicado, os partidos groenlandeses reforçaram a defesa da autodeterminação. “Nenhum outro país pode interferir nisso. Devemos decidir o futuro do nosso país nós mesmos, sem pressão para uma decisão precipitada, sem procrastinação e sem interferência externa”, afirmaram.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Raphinha entra no top 50 de maiores artilheiros do Barcelona
Após provocações, Brasil deixará de representar Argentina na Venezuela
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Pampa Saúde