Sábado, 03 de Janeiro de 2026

Home Política Nas redes sociais, filhos de Bolsonaro criticam decisão do Supremo de negar prisão domiciliar ao pai

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi atacado nas redes sociais pelos filhos Jair Bolsonaro (PL) após negar a prisão domiciliar ao ex-presidente na quinta-feira (1º). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou a decisão do ministro de tortura.

“Até quando Moraes terá procuração para praticar a tortura?”, escreveu o filho mais velho de Bolsonaro na quinta no X (antigo Twitter).

O ex-presidente esteve internado no hospital DF Star, em Brasília, para fazer uma cirurgia de hérnia. Ele sofreu com picos de hipertensão e teve crises de soluço — motivo pelo qual foi submetido a três procedimentos cirúrgicos, respectivamente no sábado (27), na segunda (29) e terça (30).

Moraes negou o pedido da defesa para que ele não voltasse para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal após a alta hospitalar, dada nesta quinta. O ex-presidente cumpre pena por liderar uma trama golpista após a derrota nas eleições de 2022.

O senador afirma que a decisão é cheia de sarcasmo por dizer que a saúde de Bolsonaro melhorou, o que, segundo Flávio, não condiz com a avaliação dos médicos.

“O laudo médico é claro em apontar que ele precisa de cuidados permanentes que não podem ser garantidos numa prisão — existe até o risco de AVC em função das complicações em sua saúde”, diz, ofendendo o magistrado na sequência: “Leia o laudo, ser abjeto!”

O ex-vereador Caros Bolsonaro (PL) também se manifestou na mesma rede social sugerindo que a decisão de Moraes faz parte de um complô contra o pai.

“Qualquer pessoa de bom senso sabe qual é a missão dada, que precisa ser cumprida, e desde quando ela foi emitida pela primeira vez…”, escreveu.

Carlos também compartilhou o post do senador Magno Malta (PL-ES), negando que exista descumprimento de cautelares, risco de fuga e ameaça à ordem pública. Segundo o aliado, negar a prisão domiciliar é “punição, exposição e crueldade, impostas por Alexandre de Moraes”.

O ex-vereador publicou ainda um texto dizendo que as decisões do ministro “violam garantias constitucionais básicas, como expõem deliberadamente Jair Bolsonaro a riscos reais, físicos e humanos”. Ele continua, inflamando a militância ao dizer que “interromper imediatamente essa perseguição política não é favor, não é concessão e não é ideologia — é dever institucional”.

“O Brasil não pode ser governado por decisões personalistas, sem contraditório efetivo, sem limites e sem responsabilidade. Ou se restaura agora o império da lei, com equilíbrio, garantias e freios reais ao poder, ou o país caminhará conscientemente para um ponto cujas consequências ninguém poderá fingir que não previu .”

Bolsonaro foi preso preventivamente no dia 22 de novembro após tentar romper a tornozeleira eletrônica com ferro de solda. A decisão de Moraes foi confirmada pela Primeira Turma do STF na semana seguinte. Segundo pesquisa Datafolha realizada em dezembro, 54% concordam que Bolsonaro tinha intenção de fugir. (Com informações da Folha de S.Paulo)

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi atacado nas redes sociais pelos filhos Jair Bolsonaro (PL) após negar a prisão domiciliar ao ex-presidente na quinta-feira (1º). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou a decisão do ministro de tortura.

“Até quando Moraes terá procuração para praticar a tortura?”, escreveu o filho mais velho de Bolsonaro na quinta no X (antigo Twitter).

O ex-presidente esteve internado no hospital DF Star, em Brasília, para fazer uma cirurgia de hérnia. Ele sofreu com picos de hipertensão e teve crises de soluço — motivo pelo qual foi submetido a três procedimentos cirúrgicos, respectivamente no sábado (27), na segunda (29) e terça (30).

Moraes negou o pedido da defesa para que ele não voltasse para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal após a alta hospitalar, dada nesta quinta. O ex-presidente cumpre pena por liderar uma trama golpista após a derrota nas eleições de 2022.

O senador afirma que a decisão é cheia de sarcasmo por dizer que a saúde de Bolsonaro melhorou, o que, segundo Flávio, não condiz com a avaliação dos médicos.

“O laudo médico é claro em apontar que ele precisa de cuidados permanentes que não podem ser garantidos numa prisão — existe até o risco de AVC em função das complicações em sua saúde”, diz, ofendendo o magistrado na sequência: “Leia o laudo, ser abjeto!”

O ex-vereador Caros Bolsonaro (PL) também se manifestou na mesma rede social sugerindo que a decisão de Moraes faz parte de um complô contra o pai.

“Qualquer pessoa de bom senso sabe qual é a missão dada, que precisa ser cumprida, e desde quando ela foi emitida pela primeira vez…”, escreveu.

Carlos também compartilhou o post do senador Magno Malta (PL-ES), negando que exista descumprimento de cautelares, risco de fuga e ameaça à ordem pública. Segundo o aliado, negar a prisão domiciliar é “punição, exposição e crueldade, impostas por Alexandre de Moraes”.

O ex-vereador publicou ainda um texto dizendo que as decisões do ministro “violam garantias constitucionais básicas, como expõem deliberadamente Jair Bolsonaro a riscos reais, físicos e humanos”. Ele continua, inflamando a militância ao dizer que “interromper imediatamente essa perseguição política não é favor, não é concessão e não é ideologia — é dever institucional”.

“O Brasil não pode ser governado por decisões personalistas, sem contraditório efetivo, sem limites e sem responsabilidade. Ou se restaura agora o império da lei, com equilíbrio, garantias e freios reais ao poder, ou o país caminhará conscientemente para um ponto cujas consequências ninguém poderá fingir que não previu .”

Bolsonaro foi preso preventivamente no dia 22 de novembro após tentar romper a tornozeleira eletrônica com ferro de solda. A decisão de Moraes foi confirmada pela Primeira Turma do STF na semana seguinte. Segundo pesquisa Datafolha realizada em dezembro, 54% concordam que Bolsonaro tinha intenção de fugir. (Com informações da Folha de S.Paulo)

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