Domingo, 16 de Junho de 2024

Home em foco Navio de guerra dos Estados Unidos cruza o estreito de Taiwan

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Um navio militar americano cruzou, no sábado (26), o Estreito de Taiwan, que separa a ilha da China continental, pela segunda vez desde o início do ano, informou a Marinha dos Estados Unidos, em um contexto de tensão entre Pequim e Washington.

O destróier USS Ralph Johnson realizou uma passagem “de rotina” pelo estreito, “em águas internacionais e de acordo com a lei internacional”, informou a 7ª Frota americana em comunicado.

O ministério da Defesa de Taiwan confirmou que um navio dos EUA estava navegando no estreito, acrescentando que os militares da ilha “estavam monitorando totalmente suas atividades (…) perto de nossas águas e nosso ar, e que a situação era normal”.

Navios americanos costumam passar pelo estreito, para grande desgosto da China, que considera a ilha parte de seu território.

A República Popular da China considera que a navegação estrangeira nessas águas constitui uma violação de sua soberania, enquanto os Estados Unidos e outros países consideram a área como parte das águas internacionais e, portanto, aberta a todos.

O exército chinês se referiu a “um ato de provocação” para apoiar “as forças separatistas” de Taiwan.

As tropas chinesas “permanecem em alerta máximo o tempo todo” para salvaguardar a soberania e a segurança da China, alertou Shi Yi, porta-voz da zona de operação leste do exército chinês, em comunicado.

Pequim ameaça regularmente usar a força no caso de uma proclamação formal da independência de Taipei ou intervenção externa, especialmente pelos Estados Unidos.

“Não é Ucrânia”

Taiwan “não é a Ucrânia” e sempre foi uma parte inalienável da China, disse o Ministério das Relações Exteriores chinês nesta  semana. A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, pediu que a ilha reforce a vigilância sobre atividades militares em resposta à crise.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, sinalizou o risco para Taiwan em um alerta na semana passada sobre as consequências danosas em todo o mundo se as nações ocidentais não cumprirem suas promessas de apoiar a independência da Ucrânia.

A China, que reivindica Taiwan como parte de seu próprio território, intensificou a atividade militar perto da ilha autônoma nos últimos dois anos, embora Taiwan não tenha relatado manobras incomuns recentes das forças chinesas à medida que a tensão sobre a Ucrânia aumenta.

Em Pequim, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, disse que não há qualquer ligação entre as questões da Ucrânia e de Taiwan. “Taiwan não é a Ucrânia, Taiwan sempre foi uma parte inalienável da China, e este é um fato histórico e legal indiscutível”, disse ela.

A questão de Taiwan é remanescente da guerra civil chinesa, mas a integridade da China nunca deveria ter sido comprometida e nunca foi comprometida, acrescentou Hua.

O governo da República da China fugiu para Taiwan em 1949 depois de perder a guerra civil para os comunistas, que criaram a República Popular da China.

Resposta

O governo de Taiwan se opõe fortemente às reivindicações territoriais da China. Tsai diz que Taiwan é um Estado independente chamado República da China, que continua sendo o nome oficial de Taiwan.

Todas as unidades militares e de segurança devem “aumentar sua vigilância e alertar antecipadamente sobre os desdobramentos militares ao redor do Estreito de Taiwan”, disse Tsai em uma reunião do grupo de trabalho sobre a crise na Ucrânia criado por seu Conselho de Segurança Nacional.

“Taiwan e Ucrânia são fundamentalmente diferentes em termos de geoestratégia, geografia e cadeias de suprimentos internacionais”, acrescentou ela, em detalhes da reunião fornecidos por seu gabinete.

“Mas diante das forças estrangeiras que pretendem manipular a situação na Ucrânia e afetar o moral da sociedade taiwanesa, todas as unidades do governo precisam fortalecer a prevenção da guerra cognitiva lançada por forças estrangeiras e colaboradores locais”, disse Tsai.

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