Domingo, 11 de Janeiro de 2026

Home Variedades Neurocirurgião vascular aponta o principal fator de risco para o AVC

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Considerado uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil, o acidente vascular cerebral (AVC) decorre da interrupção do fluxo sanguíneo para uma área do cérebro, resultando em danos nas células do órgão. Conforme artigo publicado na Revista Brasileira de Implantologia e Ciências da Saúde, foram registradas mais de 174 mil mortes pela doença no país no período de 2019 a 2023.

De acordo com o neurocirurgião vascular Victor Hugo Espíndola Ala, entre todos os fatores de risco para o AVC, “a hipertensão arterial é, sem dúvida, o mais perigoso“. “A pressão alta faz o sangue bater com mais força nas paredes dos vasos, e isso vai fragilizando essas estruturas ao longo dos anos”, explica. O médico esclarece que esses tubos são mais delicados no cérebro, motivo para o impacto ser “ainda maior”.

O especialista complementa que um vaso sanguíneo enfraquecido pode romper e causar um acidente vascular cerebral hemorrágico. “Isso costuma ser grave. E, mesmo quando não rompe, a pressão alta provoca microlesões repetidas que favorecem o entupimento futuro, levando ao AVC isquêmico”, acrescenta o neurocirurgião.

O médico detalha sobre a hipertensão ser quase sempre “silenciosa”, o que é um problema: “Muitas pessoas só descobrem quando a complicação aparece. Controlar a pressão, medindo-a regularmente e tratando corretamente é uma das medidas mais efetivas que existe na neurologia”, frisa o expert em AVC e doenças vasculares no cérebro.

“Se a população levasse a hipertensão a sério, evitaríamos a maior parte dos casos de AVC que chegam aos hospitais todos os dias”, pontua Victor Hugo. Em 2023, a Organização Mundial do AVC divulgou um estudo com a estimativa de que o número de mortes pela doença no mundo poderá aumentar 50% e atingir quase 10 milhões de pessoas até 2050.

Refri diet aumenta chance de AVC

Bebidas frequentemente vistas como alternativas “mais saudáveis” podem esconder riscos relevantes à saúde. Um estudo publicado na revista científica Stroke aponta que o consumo diário de refrigerante diet está associado a um aumento de quase 300% no risco de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico e também a uma maior probabilidade de desenvolvimento de demência, incluindo o Alzheimer.

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Boston, no âmbito do tradicional Framingham Heart Study (FHS). Ao todo, mais de 4 mil adultos foram acompanhados por um período superior a dez anos.

Durante o acompanhamento, foram registrados 97 casos de AVC e 81 diagnósticos de demência. A análise revelou que pessoas que consumiam ao menos uma lata de refrigerante diet por dia apresentavam um risco quase três vezes maior de desenvolver essas condições, mesmo após o controle de fatores como idade, alimentação, hipertensão, diabetes e tabagismo.

Os pesquisadores destacam que os adoçantes artificiais, principais substitutos do açúcar nessas bebidas, podem estar envolvidos no aumento do risco. Estudos anteriores já indicam que essas substâncias podem interferir no metabolismo, na microbiota intestinal e em processos inflamatórios, fatores que afetam diretamente o funcionamento do cérebro.

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