Quinta-feira, 02 de Dezembro de 2021

Home Brasil Nos últimos 15 dias, 14 Estados não registraram mortes por covid ao menos uma vez

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Nos últimos 15 dias, 14 Estados brasileiros registraram, pelo menos uma vez, zero morte provocadas pela covid-19. Diariamente, o Brasil passou a ter a boa notícia. Em algumas regiões é fato novo, em outras virou rotina.

Na última segunda-feira (8), o governo de São Paulo afirmou que nenhuma morte por covid-19 foi contabilizada. Na terça (9), foi a vez de Santa Catarina. Em ambos os Estados o índice foi ponto fora da curva: a média móvel de mortes paulista é de altos 73 e a catarinense, 8. Mas não é motivo para deixar de festejar.

Levantamento feito com base no consórcio de veículos de imprensa, que usa dados divulgados pelas secretarias estaduais de Saúde, mostra que, nos últimos 15 dias, foram 14 Estados que declararam não ter nenhum óbito ocasionado pela doença: Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Roraima, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

O que causa espanto em alguns lugares, já é normal em outros. O Acre não registra mortes por covid há 15 dias. No Amapá, há 10.

Muitos Estados registram entre zero e quatro mortes com frequência. A média móvel de mortes está abaixo de 4 há mais de dois meses no Amazonas, Rio Grande do Norte, Rondônia e Roraima. Há um mês, no Acre, Alagoas e Pará, e, há mais de 20 dias no Mato Grosso do Sul e Piauí.

O que ocorre nos Estados, impacta no cenário nacional. A média móvel de mortes no Brasil nesta quarta-feira (10) foi de 254, diminuição de -25% em comparação com o cálculo de duas semanas atrás, o que indica tendência de queda. São dez dias consecutivos em tendência de queda e abaixo de 300. O índice nessa faixa foi visto, pela última vez, em abril de 2020, logo no começo da pandemia no país.

Para a professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Ethel Maciel, que tem pós-doutorado em epidemiologia pela Universidade Johns Hopkins, os dias com zero mortes são boa notícia:

“Sem dúvida é o reflexo da ampliação da cobertura vacinal. São Paulo, assim como outros estados, vão começar a ter dias sem mortes ou com poucas mortes. Como temos atraso na informação do óbito e às vezes precisa uma investigação, pode haver atraso no lançamento. Por isso, sempre temos que olhar a média móvel dos últimos 14 dias para ter um parâmetro de comparação. Mas à medida que for avançando chegando a mais de 80% de cobertura de duas doses e chegar próximo de 90% das pessoas que precisam da dose de reforço vacinadas, vamos estar, sim, mais próximos da meta do controle da pandemia”, afirma Maciel.

O infectologista Alberto Chebabo, membro do comitê científico do município do Rio de Janeiro e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, explica que as notificações são feitas pelos municípios e por data de notificação e não por data de ocorrência:

“O dado de SP é interessante, assim como os de outros estados. Mas não significa necessariamente que não houve morte naquele dia. Porém mostra que os números vêm caindo bastante”, diz Chebabo, acrescentando que o processo de informação sempre tem obstáculos: “A velocidade de digitação não mudou. Mas antes, esse atraso levava a uma queda de 500 mortes, por exemplo para 200 ou até menos. Agora, já estamos conseguindo encontrar dias onde o registro é igual a zero.”

A queda no número de casos não acontece na mesma velocidade, ou seja, as pessoas ainda estão se infectando com o vírus, mas morrendo menos.

Na quarta, por exemplo, a média móvel de casos foi de 10.958 diagnósticos positivos, uma diminuição de -9% em comparação ao índice de duas semanas atrás, o que demonstra tendência de estabilidade.

Por esse motivo, os especialistas recomendam que a população siga mantendo cuidados, como uso de máscaras em ambientes fechados.

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