Segunda-feira, 13 de Abril de 2026

Home Mundo Nova covid já está presente em pelo menos 23 países

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A publicação de um relatório dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) sobre a variante BA.3.2 do coronavírus reacendeu dúvidas sobre a covid19. O documento da principal agência federal de saúde pública dos Estados Unidos aponta que a BA.3.2, identificada pela primeira vez em novembro de 2024, já está presente em pelo menos 23 países.

Mais recentemente, no dia 3, a Rede Global de Vírus informou estar monitorando a sublinhagem. Segundo a entidade, não há evidências de que a BA.3.2 esteja associada ao aumento da gravidade da doença. “Em vez de sinalizar uma nova ameaça, a BA.3.2 reforça a importância da vigilância constante”, diz a rede.

Essa variante descende da Ômicron, que surgiu no fim de 2021, e foi identificada pela primeira vez em novembro de 2024. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a sublinhagem não é motivo para alarme e o Ministério da Saúde afirma que, até o momento, não há registro da variante no Brasil.

Entenda diferença

De acordo com Rita Medeiros, médica infectologista e integrante da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a principal diferença da BA.3.2 em relação às outras variantes é o alto número de mutações. A cepa apresenta alterações mais significativas do que as responsáveis pela maioria dos casos de covid-19 nos últimos dois anos. Uma das características da variante é que ela enfrenta menor resistência da imunidade prévia da população. “Seja pela vacina ou por uma infecção anterior por covid-19.”

Isso permite que a variante tenha alguma facilidade para escapar da proteção imunológica e um maior potencial para elevar o número de hospitalizações, sobretudo entre os grupos de risco: idosos, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas. Apesar disso, a médica reforça que não há evidências de que a BA.3.2 seja mais agressiva do que as variantes anteriores, mesmo com maior facilidade de circulação.

Rita destaca a necessidade de as autoridades de saúde atualizarem a composição das vacinas para que se adaptem às variantes em circulação, como a BA.3.2. O modelo ideal, segundo ela, seria o da gripe: vacinação anual com imunizantes reformulados a cada campanha para contemplar as novas cepas em circulação.

Mesmo assim, ela ressalta que a população não deve abrir mão da vacinação. Os imunizantes podem ter eficácia reduzida, mas a proteção ainda é relevante, especialmente para pessoas com doenças crônicas, que têm maior risco de desenvolver formas graves da covid-19.

A infectologista ainda enfatiza que, mesmo com o esquema vacinal completo, os reforços são necessários para proteger contra novas variantes. Para a população em geral, a recomendação é de uma dose anual. “Para pessoas acima de 65 anos, a recomendação é de vacinação a cada seis meses. Além da mudança do vírus, a imunidade das pessoas mais velhas tende a cair mais rapidamente”, detalha a médica.

Postos de Saúde

Sobre a disponibilidade de imunizantes, o governo afirma que mantém o envio regular de vacinas e insumos a todos os Estados. Segundo o ministério, até 6 de abril foram enviadas mais de 4,1 milhões de doses, “quantitativo suficiente para atender a população-alvo definida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI)”.

No PNI, os reforços estão previstos apenas para os grupos prioritários. “A logística de distribuição é coordenada pelo PNI, que encaminha os imunizantes às secretarias estaduais, responsáveis pelo repasse aos municípios e serviços de saúde, conforme critérios técnicos.” (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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