Quinta-feira, 18 de Julho de 2024

Home em foco Nova York enfrenta maior enchente em 140 anos

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A governadora de Nova York, Kathy Hochul, decretou estado de emergência para a cidade mais famosa dos Estados Unidos e os condados adjacentes de Long Island e Hudson Valley após a região ficar debaixo d’água em decorrência das chuvas torrenciais que inundaram a área repentinamente. Linhas de metrô foram fechadas e equipes de resgate foram colocadas em alerta para resgatar a população ilhada.

A inundação seguiu-se dias de chuvas torrenciais no início da semana, tornando este o segundo mês de setembro mais chuvoso da história da cidade de Nova York — o maior em mais de 140 anos, de acordo com estatísticas do Serviço Meteorológico Nacional.

O Serviço Meteorológico dos EUA emitiu um alerta de enchente repentina para a ilha de Manhattan, Brooklyn e Queens. Outros já estavam em vigor para o Bronx, Staten Island e Jersey naquele momento, além do aviso adicional das autoridades sobre o risco de inundações em rodovias, ruas e passagens subterrâneas.

“É fundamental que todos os nova-iorquinos tomem todas as precauções necessárias e evitem estradas inundadas, que são alguns dos locais mais perigosos durante as cheias repentinas”, disse a governadora em um comunicado à população.

A governadora pediu aos nova-iorquinos que ficassem em casa se pudessem e disse que as autoridades estaduais também estavam preparando equipes de resgate nos condados de Nassau e Westchester.

O prefeito Eric Adams apareceu diante do público em uma coletiva de imprensa com Hochul, corroborando o estado de emergência para a cidade de Nova York e alertando os cidadãos a tomarem “extrema cautela” e “se abrigarem” em um local seguro.

Fotos e vídeos mostram os estragos provocados pela chuva. Estações de metrô lotadas e carros passando por estradas inundadas foram vistos em partes do Queens e do Brooklyn, onde as ruas transbordaram e as calçadas ficaram submersas. A chuva também causou atrasos nos voos dos três aeroportos da cidade. O histórico Marine Air Terminal, no aeroporto LaGuardia, foi forçado a fechar após ficar alagado.

O chefe do departamento responsável pelas escolas de Nova York, David Banks, disse em uma coletiva de imprensa que a água invadiu 150 dos 1.400 colégios da cidade. Em um deles, no Brooklyn, estudantes e funcionários precisaram ser evacuados.

As enchentes também atingiram as estações de trem e metrô da cidade, provocando grandes interrupções, incluindo a suspensão do serviço em 10 linhas ferroviárias no Brooklyn e em todas do Metro-North, que liga a cidade de Nova York ao interior do estado. A governadora anunciou que ônibus adicionais estavam operando para minimizar os impactos.

Além dos transtornos no deslocamento, as fortes chuvas podem ser mortais para as dezenas de milhares de pessoas que vivem em apartamentos subterrâneos na cidade. Muitos deles, que são frequentemente alugados a imigrantes ou outras populações vulneráveis em busca de moradia acessível, não poderiam ser alugados legalmente por não terem meios de fuga adequados em casos de emergência com o de ontem.

Em 2021, as enchentes remanescentes do furacão Ida mataram 11 pessoas que viviam em casas subterrâneas. A cidade procurou legalizá-las para que pudessem obedecer a padrões de segurança mais elevados. Mas, até agora, eles não foram estabelecidos.

França

Enquanto na Costa Leste dos EUA o volume de chuva bate recorde, a Europa passa por um calor escaldante do outro lado do Atlântico. A agência de meteorologia da França anunciou que o país teve o mês de setembro mais quente desde que se tem registro.

“Setembro de 2023 é o setembro mais quente nunca registrado na França metropolitana, com uma temperatura média muito acima do normal”, detalhou a agência.

De acordo com a climatologista Christine Berne, o mês terá uma temperatura média de 21,5°C, mais de 3°C acima da média. O recorde supera os picos de 1949 e 1961, segundo os registros dos arquivos nacionais, que remontam até 1900.

“As alterações climáticas favorecem um prolongamento das ondas de calor até a primavera [do Hemisfério Norte] e até ao mês de setembro, mesmo no início de outubro”, disse Christine, citando as projeções da ONU.

O aquecimento global causou um aumento da temperatura mais forte na Europa do que em nível global. Os especialistas estimam que o clima global já está 1,2º C mais quente do que antes da era industrial, um aumento que chega a 1,8º C na França.

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