Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2026

Home em foco Novo governo Lula: veja quais partidos declararam apoio, oposição, neutralidade ou não se manifestaram

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Alguns dos 23 partidos que vão ter representação no Congresso em 2023 já manifestaram quais vão ser suas posições em relação ao terceiro governo de Lula (PT).

Os deputados eleitos ainda vão tomar posse. A nova legislatura começa só em fevereiro de 2023, quando as divisões dos partidos em base, neutralidade ou oposição ficará mais definida.

E, mesmo um partido sendo da base ou da oposição, não significa que todos os deputados da sigla vão votar sempre de acordo com a posição partidária. Há votações na Câmara em que partidos liberam integrantes para votar como desejarem.

Veja a seguir a posição dos 23 partidos e como deve ser a composição das bancadas na Câmara.

— PL (99 deputados): oposição

O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, afirmou que a legenda fará oposição ao governo Lula. Sigla à qual o presidente Jair Bolsonaro é filiado e pelo qual tentou a reeleição, o PL apoiou Lula e esteve na base de apoio do petista quando ele foi presidente, entre 2003 e 2010.

— PT (68 deputados): base governista

A legenda, presidida por Gleisi Hoffmann, é a mesma do presidente eleito.

— União Brasil (59 deputados): não anunciou

Segundo o blog do Valdo Cruz, o partido será procurado por Gleisi, a presidente do PT. Após o primeiro turno, o União Brasil decidiu liberar os diretórios estaduais para apoiar Lula ou Bolsonaro.

— PP (47 deputados): não anunciou

A legenda tem Ciro Nogueira, que é ministro da Casa Civil de Bolsonaro, como presidente licenciado. Ao site Poder360, o líder do partido na Câmara, André Fufuca, disse que a legenda aguardaria o final do governo Bolsonaro para debater a questão.

— MDB (42 deputados): não anunciou

Ao lado do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, formalizou o convite para que a sigla integre a equipe de transição do governo. Rossi disse que o convite será discutido com líderes do partido, mas que vê “espírito colaborativo” dentro do MDB.

No segundo turno das eleições presidenciais, o MDB ficou neutro. Entretanto, a candidata do partido à presidência, a senadora Simone Tebet, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, apoiou Lula.

— PSD (42 deputados): não anunciou

O partido foi convidado pelo PT para integrar a equipe que fará a transição e participar do conselho político que será formado. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, divulgou que teve uma “ótima conversa” com o presidente do PSD, Gilberto Kassab.

Kassab disse que é natural a discussão para um eventual alinhamento da sigla ao governo de Lula. Ele também afirmou que “parcela expressiva” de integrantes da legenda já têm apoiado Lula desde a campanha, o que facilitaria a aproximação com o PT.

— Republicanos (41 deputados): neutralidade

Após a eleição de Lula, o presidente da legenda, Marcos Pereira, escreveu em uma rede social que reconhece a eleição de Lula e parabenizou Bolsonaro pelo “grande resultado”.

“Nós, do Republicanos, vamos manter a coerência e seguir um caminho de independência, aprovando aquilo que for bom para o Brasil e criticando aquilo que for ruim”, escreveu Pereira.

— PDT (17 deputados): base governista

Após o primeiro turno, o PDT, que teve Ciro Gomes como candidato a presidência e ficou em quarto lugar, declarou apoio a Lula.

— PSB (14 deputados): base governista

A legenda, presidida por Carlos Siqueira, é a mesma do vice-presidente eleito na chapa de Lula, Geraldo Alckmin.

— PSDB (13 deputados): neutralidade

O presidente do partido, Bruno Araújo, afirmou que a legenda não fará parte do governo de Lula, mas que está comprometido com a “governabilidade” e “estabilidade” do país.

— PSOL (12 deputados): base governista

O presidente do partido, Juliano Medeiros, integra o conselho político da equipe de transição. Guilherme Boulos, deputado federal eleito, afirmou em uma rede social que irá integrar a equipe de transição. Ele afirmou que atuará na “área de Cidades e Habitação”.

— Podemos (12 deputados): não anunciou

Após o primeiro turno, o partido liberou seus filiados para apoiar Lula ou Bolsonaro. No primeiro turno, o Podemos apoiou a candidatura de Simone Tebet (MDB) à presidência.

— Avante (7 deputados): não anunciou

A legenda é a mesma do deputado federal André Janones, um dos principais nomes da campanha de Lula.

— PSC (6 deputados): não anunciou

Em O PSC decidiu apoiar o presidente Bolsonaro durante a campanha pela reeleição. O partido ainda não anunciou se apoiará Lula no governo ou se fará oposição.

— PCdoB (6 deputados): base governista

A legenda, presidida por Luciana Santos, fez parte da Coligação Brasil da Esperança, que tinha Lula como candidato à Presidência.

— PV (6 deputados): base governista

O partido fez parte da Coligação Brasil da Esperança, que tinha Lula como candidato à Presidência.

— Cidadania (5 deputados): base governista

O partido apoiou Lula no segundo turno. No primeiro turno, o Cidadania se coligou com MDB, Podemos e PSDB em torno da candidata Simone Tebet. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o presidente do partido, Roberto Freire, disse que em um “primeiro momento” apoiará Lula.

— Patriota (4 deputados): não anunciou

Os partidos PTB e Patriota anunciaram fusão, e a nova sigla deve se chamar Mais Brasil.

— Solidariedade (4 deputados): base governista
Os partidos Pros e Solidariedade anunciaram fusão. As duas siglas compõem a coligação de Lula.

— Novo (3 deputados): oposição

Em uma rede social, o presidente da legenda, Eduardo Ribeiro, fez criticas ao PT e disse que o partido do presidente eleito “nunca teve um projeto de país”. “Seremos oposição”, escreveu Ribeiro.

— Pros (3 deputados): base governista

Os partidos Pros e Solidariedade anunciaram fusão. As duas siglas compõem a coligação de Lula.

— Rede (2 deputados): base governista

Marina Silva, deputada federal eleita por São Paulo, foi uma das principais apoiadoras da campanha de Lula, de quem se reaproximou nesta eleição.

— PTB (1 deputado): não anunciou

Os partidos PTB e Patriota anunciaram fusão, e a nova sigla deve se chamar Mais Brasil. Roberto Jefferson, ex-deputado e que já foi presidente do partido, é apoiador de Bolsonaro. Jefferson foi preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) em outubro.

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