Quinta-feira, 05 de Março de 2026

Home em foco Novo juiz da Operação Lava-Jato recomenda nova investigação sobre grampo em cela do doleiro Alberto Youssef

Compartilhe esta notícia:

O juiz Eduardo Appio, da 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, retirou o sigilo do processo que apura a existência de uma escuta ambiental na cela de Alberto Youssef, doleiro da Operação Lava-Jato.

A escuta ambiental teria ficado ativa de 17 de março de 2014, quando Youssef foi preso, a 29 de março de 2014.

No despacho, o juiz afirma que “os elementos encontrados na referida sindicância administrativa da Corregedoria da PF (…) permitem afirmar que existem indícios concretos e documentos acerca do cometimento de graves delitos, em tese, na referida carceragem”.

O juiz também sugere que a Superintendência da Polícia Federal (PF) no Paraná abra um novo procedimento para apurar os fatos.

O processo tem vídeos de policiais federais que foram ouvidos nas sindicâncias abertas para apurar o caso.

Em 12 de setembro de 2015, o delegado federal Rivaldo Venâncio confirmou que comunicou superiores sobre a existência do grampo. Ele é atualmente é superintendente da PF no Paraná.

Em depoimento sobre o caso realizado em 27 de junho de 2019, ele afirmou “que conversou alguma coisa na cela esses assuntos vieram à tona na colaboração premiada um tempo depois; que naquele momento sempre utilizava o direito ao silêncio”.

Youssef disse que não questionou à época porque fechou acordo de delação premiada.

Em nota, a defesa de Alberto Youssef classifica como farsa a primeira sindicância feita pela Polícia Federal em 2014 e afirma que irá fazer novos questionamentos ao judiciário.

A PF informa que, tão logo notificada da decisão, dará o andamento interno correspondente.

De forma reservada, policiais federais envolvidos no caso dizem que os fatos foram exaustivamente investigados.

Ao todo a Polícia Federal abriu quatro sindicâncias sobre a escuta encontrada pelo próprio Youssef em sua cela. O grampo teria captado diálogos do ex-doleiro entre 17 e 28 de março de 2014.

O primeiro procedimento sobre a escuta, aberto ainda em 2014, acabou arquivado sob o argumento de que não foi identificada ‘infração disciplinar’ durante as apurações. Na ocasião, a conclusão da PF foi a de que o grampo estava inoperante.

Já no bojo de uma segunda investigação, a Corregedoria da PF entendeu que houve sim captação de áudio, comprovada por arquivos encontrados no computador usado pelo agente Dalmey Fernando Werlang.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de em foco

Deputado federal cassado Deltan Dallagnol rebate o ministro do Supremo Gilmar Mendes e diz que Curitiba tem o “germe da democracia”
Juíza que condenou Lula no caso do sítio quer deixar vara da Operação Lava-Jato
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Conexão Pampa