Domingo, 11 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 11 de janeiro de 2026
O número de mortos pela repressão à onda de protestos no Irã subiu para 203, informou a Iran Human Rights, uma organização não governamental na Noruega que monitora a situação no país.
O novo balanço de mortes nos protestos contra o regime teocrático do aiatolá Ali Khamenei ocorre em meio a denúncias de violência policial feitas por manifestantes. O chefe da polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, afirmou neste domingo que “o nível de confronto contra os manifestantes se intensificou”.
“Desde o início dos protestos, a Iran Human Rights confirmou a morte de pelo menos 203 manifestantes”, afirmou a ONG com sede na Noruega. O número real de mortos pode ser muito maior, já que um corte de internet que dura dias dificulta a verificação, segundo a organização.
As manifestações, iniciadas há duas semanas por insatisfação com a situação econômica do país, são as maiores em uma década. Para além da pauta econômica, os protestos passaram a ecoar contra o regime político do Irã.
O país está sem acesso à internet há 48 horas, após um apagão nacional imposto pelas autoridades do regime teocrático, segundo a ONG de cibersegurança Netblocks. Apesar do bloqueio à rede, os protestos seguem em crescente.
O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, criticou nesta sexta-feira, 9, os “vândalos” que, segundo ele, estão por trás dos protestos, e acusou os Estados Unidos de incitá-los.
“Estamos em plena guerra”, declarou Ali Larijani, um dos conselheiros do aiatolá e chefe da principal agência de segurança do país, denunciando “incidentes orquestrados no exterior”.
No sábado (10), a televisão estatal exibiu imagens dos funerais de integrantes das forças de segurança mortos durante os protestos. Na cidade de Shiraz, no sul do país, o comparecimento nos ritos fúnebres foi expressivo.
(Com informações do jornal O Estado de S.Paulo)