Sexta-feira, 02 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 1 de janeiro de 2026
O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou em depoimento prestado no Supremo Tribunal Federal (STF) que foi “surpreendido” com a liquidação do Banco Master pelo Banco Central e disse que a instituição financeira era “solvente” até aquela data.
Vorcaro prestou depoimento durante três horas em uma audiência no STF conduzida pela delegada da Polícia Federal Janaína Palazzo, que havia sido responsável por pedir a prisão do banqueiro em novembro.
Ele respondeu a todas as perguntas e negou ter cometido irregularidades no comando do Master. A audiência havia sido determinada pelo ministro Dias Toffoli, relator da investigação no STF sobre as suspeitas de irregularidades no banco.
De acordo com pessoas que acompanharam o interrogatório, Vorcaro fez críticas à atuação do Banco Central e afirmou que a liquidação do Master em 18 de novembro lhe pegou de surpresa porque, no dia anterior, ele havia apresentado ao próprio BC uma proposta de venda do banco para um consórcio de investidores estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos. Para Vorcaro, a decisão do BC impediu que uma solução de mercado resolvesse as dificuldades financeiras do Banco Master.
O banqueiro afirmou que a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado ao Banco de Brasília (BRB), que a Polícia Federal apontou serem falsas, não deu prejuízo à instituição do governo do Distrito Federal porque o Master permitiu a substituição dessas carteiras por outros ativos de seu portfólio, com um deságio de 30% com o objetivo de permitir que o BRB recompusesse seu patrimônio.
Vorcaro disse ainda que o BRB “não teve nenhum prejuízo” na compra de ativos do Master.
A PF, porém, suspeita que ele forneceu informações falsas sobre a origem desses créditos ao Banco Central com o objetivo de enganar os órgãos de investigação e que a operação com o BRB foi montada apenas para salvar o Master, sem a verificação de critérios técnicos.
O banqueiro afirmou, no seu depoimento, que fez aportes pessoais de R$ 6 bilhões no Banco Master durante a crise de liquidez que a instituição enfrentou, mas disse que o Master não teve inadimplência nem deixou de honrar com seus compromissos financeiros.
Após ter prestado depoimento, Vorcaro participou de uma acareação com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A Polícia Federal fez questionamentos sobre alguns pontos divergentes nos relatos deles.
A defesa de Daniel Vorcaro afirmou que seu cliente “deixou evidente que não houve nenhuma fraude”. “Os depoimentos de hoje, especialmente o depoimento do Daniel, serviram para esclarecer a verdade dos fatos e a acareação deixou evidente que não houve nenhuma fraude tendo como vítima o BRB. Isso não aconteceu, o BRB não teve nenhum prejuízo e essa verdade ficou cabalmente demonstrada”, disse o advogado Sérgio Leonardo. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
Por Redação Rádio Pampa | 1 de janeiro de 2026
O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou em depoimento prestado no Supremo Tribunal Federal (STF) que foi “surpreendido” com a liquidação do Banco Master pelo Banco Central e disse que a instituição financeira era “solvente” até aquela data.
Vorcaro prestou depoimento durante três horas em uma audiência no STF conduzida pela delegada da Polícia Federal Janaína Palazzo, que havia sido responsável por pedir a prisão do banqueiro em novembro.
Ele respondeu a todas as perguntas e negou ter cometido irregularidades no comando do Master. A audiência havia sido determinada pelo ministro Dias Toffoli, relator da investigação no STF sobre as suspeitas de irregularidades no banco.
De acordo com pessoas que acompanharam o interrogatório, Vorcaro fez críticas à atuação do Banco Central e afirmou que a liquidação do Master em 18 de novembro lhe pegou de surpresa porque, no dia anterior, ele havia apresentado ao próprio BC uma proposta de venda do banco para um consórcio de investidores estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos. Para Vorcaro, a decisão do BC impediu que uma solução de mercado resolvesse as dificuldades financeiras do Banco Master.
O banqueiro afirmou que a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado ao Banco de Brasília (BRB), que a Polícia Federal apontou serem falsas, não deu prejuízo à instituição do governo do Distrito Federal porque o Master permitiu a substituição dessas carteiras por outros ativos de seu portfólio, com um deságio de 30% com o objetivo de permitir que o BRB recompusesse seu patrimônio.
Vorcaro disse ainda que o BRB “não teve nenhum prejuízo” na compra de ativos do Master.
A PF, porém, suspeita que ele forneceu informações falsas sobre a origem desses créditos ao Banco Central com o objetivo de enganar os órgãos de investigação e que a operação com o BRB foi montada apenas para salvar o Master, sem a verificação de critérios técnicos.
O banqueiro afirmou, no seu depoimento, que fez aportes pessoais de R$ 6 bilhões no Banco Master durante a crise de liquidez que a instituição enfrentou, mas disse que o Master não teve inadimplência nem deixou de honrar com seus compromissos financeiros.
Após ter prestado depoimento, Vorcaro participou de uma acareação com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A Polícia Federal fez questionamentos sobre alguns pontos divergentes nos relatos deles.
A defesa de Daniel Vorcaro afirmou que seu cliente “deixou evidente que não houve nenhuma fraude”. “Os depoimentos de hoje, especialmente o depoimento do Daniel, serviram para esclarecer a verdade dos fatos e a acareação deixou evidente que não houve nenhuma fraude tendo como vítima o BRB. Isso não aconteceu, o BRB não teve nenhum prejuízo e essa verdade ficou cabalmente demonstrada”, disse o advogado Sérgio Leonardo. (Com informações de O Estado de S. Paulo)