Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2026

Home Ali Klemt O bem que o bem nos faz

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Eu sempre, repetidamente, grito por aí: o propósito da minha vida é fazer do mundo um lugar melhor. Costumo dizer que tenho por objetivo pessoal constante sair de um local sabendo que o deixei melhor do que quando chegara. É tão absurdamente simples…

A energia despendida para ser simpático ou antipático é, basicamente, a mesma. A diferença é a prova da lei do retorno: se você entregar mau humor, receberá uma energia pesada de volta; se sorrir e for gentil, receberá uma energia de vibração superior.

Acredite: é exatamente assim que funciona. Essa é a mágica de fazer o bem.

Até porque reconhecer-se humano é admitir que todos erramos. Somos falhos, tropeçamos, decepcionamos. E, ainda assim, temos em nós uma centelha capaz de transformar o mundo: a escolha consciente de fazer o bem. Não para parecer santo, mas para se sentir humano. Porque, se não estamos aqui para expandir a nós mesmos e apoiar o desenvolvimento de quem nos cerca… olha… nada faz mais sentido.

Ou talvez faça. Afinal, fazer o bem faz bem para nós mesmos. Quem sabe um viés de egoísmo positivo não convença mais gente?

Bora lá. Afinal, se você for cético — como por muito tempo já fui — trago evidências! A ciência já comprovou aquilo que o coração sempre soube: ajudar o próximo nos faz mais felizes. Um estudo recente das universidades do Texas e de Massachusetts mostrou que dedicar tempo aos outros pode retardar o declínio cognitivo. Sim, a solidariedade não é só poesia: é saúde mental e longevidade.

Harvard também já havia confirmado que doar aumenta nosso bem-estar. Mas tem um detalhe curioso: a felicidade é maior quando vemos o impacto da ajuda, quando escolhemos para onde ela vai e quando o gesto é direto. Ou seja, quanto mais genuína e consciente a nossa bondade, mais alegria ela devolve. Daí a relevância do trabalho em comunidade. Ajudar quem está próximo, fisicamente, faz mais sentido, portanto.

Outra pesquisa analisou mais de 200 mil pessoas e foi categórica: atos de bondade aumentam significativamente o bem-estar físico e emocional. A neurociência explica: ao ajudar, ativamos áreas do cérebro ligadas ao prazer e liberamos hormônios da felicidade. É quase como se a vida nos recompensasse quimicamente por sermos bons. Ué? A natureza é sábia, não é mesmo?

Agora, vejam que bacana esse levantamento. No Brasil, pesquisas revelam que, apesar de todas as dificuldades, 73% dos adultos se dizem felizes. E os maiores fatores de felicidade não são dinheiro ou status, mas saúde, bem-estar e… relações de amor e solidariedade! Ou seja, quanto mais nos engajamos socialmente, mais sentido encontramos na vida.

E aí vem a provocação: sabendo disso, por que ainda escolhemos tantas vezes a indiferença? Será porque fomos treinados a olhar para a felicidade como algo a ser conquistado fora de nós — um carro novo, uma promoção, uma viagem para postar no Instagram? Pois os dados mostram exatamente o contrário: felicidade não se compra… se cultiva. E se cultiva em comunidade.

Já está refletindo sobre isso? Então lá vai outro detalhe incômodo: quem ajuda o próximo não apenas vive melhor, como vive mais. Há indícios de que o engajamento social e o voluntariado estão ligados à longevidade. A bondade, portanto, é uma forma de investimento de longo prazo.

E aqui entra o ponto filosófico: não fazemos o bem porque somos bons — fazemos o bem porque somos humanos. E ser humano significa ser contraditório, frágil, imperfeito. O bem não nasce da perfeição, nasce da escolha. Da mesma forma que escolhemos reclamar, podemos escolher agir. Autorresponsabilidade, senhores: autorresponsabilidade é a chave.

E vamos deixar claro que ninguém está sugerindo virar a Madre Teresa, mas, sim, reconhecer que pequenas atitudes mudam o ambiente. Um sorriso no trânsito, uma doação de sangue, um tempo dedicado a ouvir alguém. São esses gestos invisíveis que criam laços, aproximam e, no fundo, nos salvam de nós mesmos.

O paradoxo é belo: quando eu ajudo o outro, não estou apenas salvando o outro — estou salvando a mim mesma também.

A humanidade não floresce na perfeição, mas no imperfeito que insiste em escolher o bem. Ajudar não é caridade de quem tem muito, é necessidade de quem quer viver melhor. No fim, fazer o bem é a forma mais inteligente de egoísmo — porque volta em felicidade, em saúde, em propósito.

Então, se você quiser um atalho real para ser mais feliz, faça uma escolha simples: seja útil, seja generoso, seja humano.

Porque, no fim das contas, o maior benefício de fazer o bem é que ele transforma primeiro quem o pratica.

Instagram: @ali.klemt

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