Domingo, 07 de Agosto de 2022

Home Carlos Roberto Schwartsmann O modelo médico cubano não é bom para nós!

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A política cubana de fabricar uma quantidade fantástica de médicos, com formação duvidosa e generalista, vai frontalmente contra a nossa histórica relação com a medicina americana de especialização.

Cuba já enviou milhares de médicos para trabalhar em mais de 60 países recebendo em troca pela “Diplomacia Médica”, bilhões de dólares. É o bem mais lucrativo de exportação de todos os produtos produzidos na ilha, mais que o açúcar o tabaco ou o níquel. Só a Venezuela importou mais de 12 mil médicos. Em troca de petróleo!

A formação e o conhecimento destes médicos também é muito discutida.

Dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas) de 1594 médicos cubanos, inscritos para a revalidação do diploma no Brasil, apenas 459 foram aprovados.

O modelo cubano médico influenciou, estimulou e convenceu os governos brasileiros de duas maneiras: Há necessidade de aumentar o número de médicos e transforma-los em generalistas.

O número aumentou drasticamente nas últimas duas décadas.

No governo de FHC foram criadas 44 faculdades de medicina, no governo de Lula, 52, no governo Dilma, 97, e no de Temer, 60. Isto é: nada mais, nada menos que 253 faculdades.

Evidentemente não havia e não há estrutura hospitalar e de docência qualificada para formar um razoável médico!

Em recente pesquisa, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo concluiu que 70% dos médicos recém-formados não sabem aferir a pressão arterial ou diagnosticar um infarto agudo do miocárdio!

A 2ª fantástica distorção foi a ideia de mudar os currículos médicos das universidades federais para formarem médicos generalistas: médicos de família, como os cubanos. O ensino das especialidades foi drasticamente diminuído, principalmente das especialidades cirúrgicas!

Esta transformação foi recentemente implementada! Lógico que necessitamos de generalistas, mas não só de generalistas!

Estes dois trágicos enganos, com viés político-ideológico sacrificou, provavelmente, de maneira indelével o exercício da medicina no nosso país. O futuro dirá! O modelo médico cubano certamente não é bom para nós!
Não é bom para a saúde do nosso povo!

Carlos Roberto Schwartsmann – médico e professor universitário

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