Sexta-feira, 06 de Março de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 6 de março de 2026
Na Alemanha da 2ª Guerra o mundo conheceu o radicalismo étnico e a politica do extremismo nacionalista.
Deu no que deu. Todos sabem as consequências do extremismo político nazista.
Ainda no mesmo século, menos de 40 anos depois, o Irã rompeu com a monarquia constitucional e se abraçou em um regime de radicalismo religioso dos Aiatolás sob a proteção de uma milícia chamada de “guarda revolucionária”.
Durou bastante tempo, mas como todo radicalismo extremo, não melhora para sociedade, apenas a ditadura se torna cada vez mais radical.
Recentemente, a Venezuela foi outro caso de corrupção radical na qual o povo perdeu os mecanismos para enfrentar o aparelhamento do Estado venezuelano.
Um país rico que sofreu por décadas a extrema corrupção de um governo que se dizia “popular e democrático”.
Depois da prisão do presidente, o povo foi às ruas comemorar a sua prisão.
O povo não tinha alternativas para romper aquela situação sem ajuda externa.
Nos três casos, Alemanha, Venezuela e Irã, o próprio povo não teve forças ou mecanismos democráticos para qualquer tentativa de correção de rumos.
O extremismo étnico da Alemanha nazista, o Narco-Estado corrupto da Venezuela e o radicalismo religioso dos Xiitas do Irã, que tiveram em comum?
A intervenção externa.
Quando ocorre uma intervenção externa são sempre eles os EUA, gostemos ou não, eles são os “xerifes” do mundo.
E por que sempre são os EUA para interferir em políticas de países com ditaduras extremas do planeta?
Resposta simples:
O Pragmatismo radical dos EUA.
Nem se preocupe, já fui lá pesquisei no Google e copiei aqui:
O pragmatismo é uma corrente filosófica surgida no fim do século XIX nos EUA, focada na utilidade prática, resultados concretos e experiências em vez de verdades absolutas ou teorias abstratas. Idealizado por Charles S. Peirce, William James e John Dewey, o conceito define que uma ideia só é verdadeira se funcionar na prática e gerar consequências positivas.
Anote!
Ideias práticas para gerar consequências positivas.
(guarde isso, vamos precisar mais tarde).
Países dominados por ditaduras radicais disfarçadas de democracia, as eleições falsas, políticos corruptos, judiciário conivente e o Estado aparelhado, o povo não consegue reagir, é preciso que alguém de fora os socorra.
A sociedade precisa ter mecanismos para se defender do Estado.
Narrativas e promessas do tipo: “picanha passada na farinha e uma cervejinha gelada” precisam ser aprendidas que é só um sonho, uma ilusão mentirosa.
A sociedade precisa entender que o remédio será amargo, não existe picanha e cerveja, sem antes esforço e sacrifício pessoal.
Isto se cumpre com ideias práticas e consequências positivas. É isso que é preciso levar ao povo mais humilde
Ou fazemos nossa vigilância para que o Estado não se “aparelhe” ou em alguns anos, só nos restará esperar que alguém venha de fora para nos salvar de uma tirania radical sem nenhum predicado, disfarçada de democracia e sem ideias práticas e consequências positivas.
(Rogério Pons da Silva – jornalista e empresário – rponsdasilva@gmail.com)