Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026

Home Economia O que pode sair do celular de Daniel Vorcaro, segundo autor da CPI do Banco Master

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O telefone celular do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, passou a ocupar posição central no debate em torno do pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a atuação da instituição financeira. O tema ganhou destaque após declarações do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), autor do requerimento, durante entrevista ao programa Ponto de Vista, da revista Veja. Segundo o parlamentar, o conteúdo das comunicações mantidas por Vorcaro pode ser decisivo para o esclarecimento dos fatos sob apuração.

De acordo com Rollemberg, a investigação sobre eventuais irregularidades envolvendo o Banco Master não pode prescindir da análise das interações do banqueiro com diferentes agentes. Isso inclui contatos com representantes do mercado financeiro, autoridades públicas e outras pessoas que possam ter participado direta ou indiretamente de operações realizadas pela instituição. Para o deputado, o conjunto dessas comunicações permite reconstruir o encadeamento de decisões e identificar possíveis vínculos relevantes para a investigação.

Na entrevista, o parlamentar ressaltou a importância dos registros digitais na dinâmica contemporânea das relações institucionais e empresariais. “O telefone é um instrumento central hoje. Ele mostra quem falou com quem, quando e em que contexto”, afirmou Rollemberg, ao defender que a CPI tenha acesso aos dados, sempre respeitando os limites estabelecidos pela legislação e as garantias constitucionais. Segundo ele, o cruzamento dessas informações pode ajudar a esclarecer se houve favorecimentos, conflitos de interesse ou práticas irregulares.

Rollemberg também avaliou que eventuais resistências à obtenção desse tipo de material tendem a aumentar as desconfianças em torno do caso. Na sua visão, a transparência é um elemento fundamental para o funcionamento adequado das instituições e para a credibilidade do sistema financeiro. Por isso, considera legítimo que o Parlamento utilize os instrumentos previstos na Constituição para cumprir seu papel fiscalizador.

O deputado fez questão de enfatizar que a iniciativa não tem como objetivo antecipar conclusões ou promover julgamentos prévios. “Uma CPI serve para trazer luz. Quem não tem nada a esconder não deveria temer que tudo seja apurado”, declarou. Segundo ele, a comissão deve atuar de forma técnica, reunindo informações, ouvindo os envolvidos e produzindo um relatório que permita conclusões fundamentadas, seja para apontar irregularidades, seja para afastar suspeitas.

O pedido de instalação da CPI do Banco Master ainda aguarda decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, a quem cabe analisar se os requisitos regimentais foram cumpridos. Caso a comissão seja instalada, seus integrantes poderão solicitar a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico, além de requisitar documentos e convocar depoimentos considerados estratégicos para o avanço das investigações.

A eventual inclusão dos dados de comunicação de Daniel Vorcaro e de outros envolvidos é vista por defensores da CPI como uma etapa relevante para compreender a atuação do banco e verificar se suas operações observaram a legislação vigente. (Com informações do site da revista Veja)

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