Domingo, 01 de Fevereiro de 2026

Home em foco Oposição bolsonarista no Congresso Nacional se prepara para encarar cinco frentes de trabalho numa tentativa de desgastar o governo Lula

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A oposição bolsonarista no Congresso Nacional se prepara para encarar cinco frentes de trabalho numa tentativa de desgastar o governo Lula num ano decisivo para a política: as eleições de outubro.

O Partido Liberal (PL) de Jair Bolsonaro deve, sobretudo, se dedicar a tirar o ex-presidente da prisão e concentrar esforços nas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) na Câmara e no Senado. Além de atrair os holofotes para temas que geram noticiário negativo ao governo, os colegiados têm poder de polícia para convocar testemunhas e fazer investigações próprias.

O Congresso está de recesso desde 23 de dezembro. As atividades legislativas retornam em 1º de fevereiro, mas a produtividade deve baixar, por causa do calendário eleitoral. A partir das convenções partidárias, no meio do ano, e especialmente a partir da campanha eleitoral, em agosto, parlamentares voltam para suas bases para se dedicar ao pleito.

Em fevereiro, deputados e senadores do PL terão uma missão que é prioridade absoluta da direita: derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei da Dosimetria, que reduz penas de condenados na trama golpista e beneficia Bolsonaro. A ideia é tentar votar antes do carnaval.

Lei da dosimetria

Em dezembro, após um acordo de lideranças do PT com bolsonaristas, o Congresso aprovou um projeto de lei que recalcula as penas de condenados por golpe de Estado. Lula fez valer sua prerrogativa presidencial e vetou a proposta, que agora volta ao Legislativo, que pode neutralizar sua decisão e estabelecer a lei.

A pauta voltou a ganhar corpo com a chegada da marcha que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) liderou entre o município de Paracatu (MG) e Brasília, por cerca de 250 quilômetros. O grupo contou com ao menos 22 parlamentares da oposição e chegou a Brasília no último domingo para um ato por “justiça e liberdade” para Bolsonaro.

Uma articulação encabeçada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), culminou na transferência de Bolsonaro de uma cela na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília ao presídio da Papudinha, com mais espaço, benefícios e conforto.

Alguns bolsonaristas se queixaram nos bastidores de que o movimento poderia fazer arrefecer a campanha pela anistia completa dos envolvidos no 8 de Janeiro, ou ao menos pela transferência do ex-presidente para a prisão domiciliar.

A oposição também quer prorrogar a CPMI do INSS, com a intenção de ampliar o desgaste sobre Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, o Lulinha, envolvido na crise; criar a CPI do Banco Master e a CPMI da Secom (para investigar um suposto gabinete do ódio no Palácio do Planalto); e avançar com pautas de segurança pública, no vácuo deixado pelo governo federal. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)

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