Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026

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O caso Maser terá um custo para a sociedade como um todo, pois pode impactar o custo de instrumentos financeiros, afirma o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho. Todos os bancos associados ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos) precisarão adiantar suas contribuições para recompor o caixa do fundo. Maiores custos das instituições podem se traduzir em uma maior cobrança de juros e taxas.

“Um evento dessa magnitude, no final do dia, acaba gerando um impacto para a sociedade no custo, no custo de captação de novos empréstimos, no preço dos investimentos. Essa conta vai ser paga. Esse dinheiro ‘desaparece’ mas sai de outro lugar depois”, disse Maluhy na quinta-feira (5), ao comentar os resultados do banco em 2025.

Todos os bancos associados ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos) precisarão adiantar suas contribuições para recompor o caixa do fundo. Maiores custos das instituições podem se traduzir em uma maior cobrança de juros e taxas.

Os custos da quebra do Banco Master, de Daniel Vorcaro, superam os R$ 50 bilhões até o momento, segundo dados divulgados. Somente os recursos que terão de ser ressarcidos aos clientes pelo FGC são estimados em R$ 46,9 bilhões, sendo R$ 40,6 bilhões do Master e outros bancos do conglomerado e R$ 6,3 bilhões do Will Bank —correntistas do Will Bank ainda não receberam seus recursos de volta. Para recompor o caixa do FGC, bancos irão adiantar contribuições dos próximos anos já no início de 2026. É debatido um adiantamento de cinco anos, o que equivaleria a R$ 30 bilhões.

“O aporte vai ser feito, mas como é que a gente atenua o custo ao máximo para os bancos, e, por consequência, para a sociedade como um todo?”, questiona Maluhy.

Instituições financeiras debatem junto ao Banco Central a liberação deste valor no depósitos compulsórios que os bancos mantém, obrigatoriamente, no regulador.

“A nossa visão como sistema é que o fundo precisa ser recapitalizado. Não há qualquer dúvida com relação a isso, porque a gente entende que é importante passar essa mensagem para todos os investidores, para os clientes que todos os dias compram depósitos de instituições, que o fundo tem patrimônio e que ele vai estar capitalizado”, afirmou o CEO do Itaú.

O executivo também defendeu que a regulação seja alterada de modo a impedir casos semelhantes no futuro.

“É evidente que a gente não pode permitir que um evento dessa magnitude aconteça novamente, da forma como aconteceu. Esse é o ponto mais importante, é um evento muito, muito material”, disse Maluhy.

De acordo com o presidente do Itaú, os objetivos do FGC foram desvirtuados ao longo dos anos, com plataformas utilizando o fundo como um modelo de alavancagem do seu negócio e viabilizando modelos de negócio não sustentáveis.

“Nós temos que ter curadoria, transparência, responsabilidade todos os dias antes de disponibilizar um produto na nossa prateleira. Olhamos as características do banco emissor, aspectos de prevenção à lavagem de dinheiro. Nós nunca distribuimos um CDB do Banco Master e nem COE [Certificado de Operações Estruturadas] da Ambipar”, afirmou Maluhy.

A Ambipar entrou em recuperação judicial em outubro, com dívidas que somam R$ 10 bilhões. A empresa é alvo de uma investigação sobre uma eventual manipulação do preço de suas ações na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), com suposto envolvimento de fundos e operações ligados ao Master, ao empresário Nelson Tanure e ao controlador da Ambipar, Tércio Borlenghi Junior.

Em julho deste ano, o colegiado da CVM, formado pelo presidente e por diretores, dispensou a companhia de realizar uma OPA (Oferta Pública de Aquisição), necessidade que havia sido apontada pela área técnica justamente tendo como base um relatório indicando a manipulação.

O executivo disse calcular que as instituições que distribuíram títulos do conglomerado Master faturaram mais de R$ 1 bilhão, dada as altas comissões ofertadas pela instituição.

“O incentivo foi colocado de forma equivocada, e os interesses da plataforma foram colocados à frente dos interesses do sistema e dos clientes. São esses abusos e esses erros que a gente evita todos os dias”, disse Maluhy. (Com informações do jornal Folha de S.Paulo)

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