Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2024

Home em foco Outra pedra no caminho da volta à Casa Branca: após derrotas nas eleições, Donald Trump será agora investigado por promotor independente

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Depois de ser apontado como o maior perdedor das eleições legislativas, quando uma esperada “onda vermelha” republicana não se concretizou, o ex-presidente Donald Trump assumiu um posto outrora destinado por ele a seus desafetos: o de alvo de ataques e críticas dentro de seu próprio campo político. E muitos já questionam se ele deve mesmo ser o candidato da sigla à Presidência em 2024.

Assim que os primeiros resultados e projeções mostraram que alguns dos principais candidatos nos quais Trump apostou não conseguiriam se eleger – incluindo Mehmet Oz, postulante ao Senado na Pensilvânia, e candidatos aos governos de Michigan, Nova York e Wisconsin – comentaristas conservadores não demoraram a dar início ao processo de fritura.

“Os republicanos seguiram Donald Trump até a beira do abismo”, disse David Urban, que foi conselheiro do ex-presidente e está ligado à política da Pensilvânia, onde o candidato trumpista ao governo também foi derrotado.

O ex-deputado Peter King, também ligado a Trump, disse que “ele não deveria mais ser a face do Partido Republicano” e que a sigla “não pode se tornar um culto à personalidade”.

O coro de ataques foi replicado em veículos simpáticos aos republicanos, como a Fox News, mas, apesar da aparente vulnerabilidade, analistas e lideranças do partido dizem que é muito cedo para afirmar se ele sofrerá algum dano permanente: afinal, lembram, o ex-presidente construiu sua imagem e carreira política com a ajuda de controvérsias, polêmicas e a busca permanente por um estado de agitação. Sem contar que ele ainda tem seus aliados .

“Eu tenho orgulho de endossar Donald Trump para presidente em 2024”, afirmou, em comunicado, a deputada Elise Stefanik. “É hora dos republicanos se unirem ao redor do mais popular republicano nos EUA, que tem um histórico comprovado de um governo conservador.”

Partido de Trump: Como as mentiras sobre as eleições nos EUA dominaram as campanhas do Partido Republicano
Em Ohio, J.D. Vance, uma das apostas vencedoras do ex-presidente para o Senado, também apoia mais uma indicação de Trump para a Presidência.

“Todos os anos, a imprensa escreve o obituário político de Donald Trump. E todo ano, rapidamente somos lembrados de que Trump ainda é a pessoa mais popular no Partido Republicano”, declarou.

Publicamente, Trump também celebrou alguns bons resultados de seus aliados, apontando para vitórias em disputas apertadas para o Senado, Câmara e governos estaduais.

“Nós tivemos um sucesso tremendo, por que deveríamos mudar algo?”

Mas, nos bastidores, apurou o New York Times, o ex-presidente foi menos positivo, atacando antigos aliados, como o comentarista Sean Hannity e até a sua mulher, Melania, por terem lhe dado “maus conselhos”, entre eles a decisão de apoiar o cirurgião-celebridade Mehmet Oz na Pensilvânia.

Integrantes de antigas campanhas republicanas também começam a se questionar se deveriam embarcar em uma nova empreitada de Trump – isso a menos de uma semana da data marcada para um “grande anúncio”, supostamente sua pré-candidatura a um novo mandato, no dia 15 de novembro.

“Ele precisa dar um tempo nisso”, disse à Fox News Kayleigh McEnany, ex-secretária de Imprensa e apoiadora de longa data de Trump, sugerindo que ao menos espere até a definição da disputa pela vaga no Senado na Geórgia, no mês que vem.

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