Terça-feira, 27 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 26 de janeiro de 2026

No último sábado (24/01), o litoral norte do Rio Grande do Sul foi tomado por uma celebração que já entrou para o calendário cultural do estado: o Paleta Atlântida, considerado o maior churrasco de beira de praia do mundo. Em sua 9ª edição, o evento reuniu cerca de 180 mil pessoas na Praia de Atlântida, em Xangri-lá, e consolidou-se como um dos maiores encontros gastronômicos e culturais do país.
Com produção da Combo Agência, o evento ocupou uma impressionante extensão de 5 quilômetros de faixa de areia, mobilizando mais de 1.800 assadores. Para dar conta da grandiosidade, foram utilizadas 16 toneladas de carvão e preparadas 19 toneladas de carne ao longo do dia. A logística envolveu ainda 256 tendas, 38 geradores, 68 banheiros químicos, 5 km de bretes para organizar o fluxo de pessoas e 180 caixas térmicas para armazenar cerca de 100 mil unidades de bebidas. Um verdadeiro exército de trabalhadores foi mobilizado durante 20 dias de montagem, transformando a praia em uma arena cultural e gastronômica.
Gastronomia e música em sintonia
Entre os destaques esteve o Camarote Paleta, espaço open food com curadoria especial de assados e palco exclusivo para apresentações musicais. Foram 25 estações gastronômicas assinadas por chefs e assadores convidados, além de shows de George Israel (ex-Kid Abelha), Pitta, Tonho Croco e a DJ Taís Scherer, reforçando a proposta de unir gastronomia e entretenimento em uma experiência única. Além disto, o palco Sons do Verão Pampa, levou 8 shows coordenados pela Tchê Produções.
Competição e tradição
O tradicional Concurso da Melhor Paleta manteve o espírito competitivo e comunitário do evento. Dividido nas categorias Raiz (apenas sal) e Gourmet (com temperos variados), premiou os melhores assados avaliados por jurados técnicos. Rodrigo Crestana Michel foi o grande vencedor da categoria Gourmet, com média 9,93, recebendo R$ 10 mil em compras e uma moto ES1 da Leva Motors. Já a equipe Amigos de Nova Roma levou o título da categoria Raiz, também com premiação de R$ 10 mil.
De churrasco a feira cultural
Desde 2025, o Paleta Atlântida deixou de ser apenas um encontro gastronômico e passou a funcionar como uma feira cultural. Os estandes competem em criatividade e se tornaram vitrines de marcas, projetos e iniciativas locais. A comparação com a Expointer não é exagero: assim como a feira agropecuária, o Paleta Atlântida virou espaço de negócios, convivência e identidade cultural.
Inclusão e impacto social
Além da grandiosidade logística, o evento abre espaço para ações sociais. O Paletinha, iniciativa voltada à comunidade da Figueirinha, promoveu atividades lúdicas para crianças e jovens, incluindo futebol, aulas de surfe e churrasco coletivo. A proposta reforça que o Paleta Atlântida não é apenas espetáculo, mas também oportunidade de inclusão e convivência.
Voz da organização e expectativas
Para Luciano Leon, CEO do Paleta Atlântida, o impacto cultural é o que dá sentido à grandiosidade do evento: “Ver a praia tomada por famílias, amigos e apaixonados por churrasco é a maior recompensa. Esta edição superou expectativas em público, qualidade gastronômica e ativações, mostrando que o Paleta Atlântida vai muito além de um evento: é uma celebração da cultura do fogo e da convivência. No próximo ano, teremos uma edição histórica, que celebra os 10 anos do evento.”
A fala reforça que o Paleta Atlântida não é apenas uma festa gastronômica, mas um espaço de memória, pertencimento e identidade coletiva. A expectativa para 2026 é de uma edição histórica, que marcará os 10 anos do evento, consolidando-o como uma das maiores manifestações culturais do verão brasileiro. (por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)