Domingo, 22 de Maio de 2022

Home em foco Pandemia: ômicron lota hospitais dos Estados Unidos com disparada de casos de Covid

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A variante Ômicron vem aproximando do colapso vários hospitais norte-americanos, segundo o departamento de Saúde dos EUA. Mais de 80% dos leitos estão ocupados em 24 Estados, incluindo Geórgia, Maryland e Massachusetts. Ainda mais preocupante, em 18 Estados, além da capital Washington, pelo menos 85% das UTIs estão cheias. A situação é mais grave no Alabama, Novo México, Missouri, Rhode Island e Texas.

A pressão ocorre no momento em que a ômicron aumenta o número de infecções. Os EUA registraram mais casos na semana passada do que em qualquer outro período de sete dias da pandemia. Mais de 800 mil casos têm sido relatados diariamente, um aumento de 133% em relação ao início do mês, segundo o New York Times. As mortes aumentaram 53% e chegam a 1,8 mil por dia.

Por isso, taxa média de hospitalizações está acima do pico do inverno passado – esta semana, foram de 148 mil internações por dia, um recorde. A Casa Branca enviou mais de 350 médicos militares, enfermeiros e outros profissionais para ajudar os hospitais com escassez de pessoal. O presidente, Joe Biden, prometeu enviar mais mil militares para seis Estados esta semana.

Na quarta-feira, o governador Tim Walz, de Minnesota, disse que gastaria US$ 40 milhões em fundos federais para contratar mais funcionários nos próximos 60 dias. Os hospitais do Estado estão sobrecarregados desde outubro, quando a Guarda Nacional foi chamada para ajudar com pacientes infectados pela variante Delta.

A governadora Kate Brown, do Oregon, disse que enviaria mais 700 membros da Guarda Nacional – elevando o total para 1.200 agentes – para ajudar os hospitais a lidar com o aumento de pacientes. “Nossos hospitais estão sob extrema pressão”, declarou.

A governadora Janet Mills, do Maine, também acionou a Guarda Nacional. “Gostaria que não tivéssemos de dar esse passo”, disse. “Mas o aumento das hospitalizações, causado pelos não vacinados, está exaurindo a capacidade do nosso sistema de saúde.”

Ômicron

A variante ômicron está se espalhando rapidamente pelo mundo — e estudos sugerem que é a mais contagiosa até agora. No entanto, diferente de outras variantes, que atingiram a população quando as taxas de vacinação eram menores, agora o índice de hospitalizações e de óbitos tem se mostrado menor – e, em alguns casos, sintomas mais leves têm se mostrado semelhantes a resfriado ou gripe.

Apesar disso, a rapidez com que a ômicron é transmitida continua a sobrecarregar os sistemas de saúde — e ela segue sendo uma ameaça para não vacinados e pacientes de risco. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, na semana passada, que a ômicron não deve ser descrita como branda, já que está matando pessoas em todo o mundo.

“Achamos que a ômicron é muito mais semelhante às variantes leves que temos visto em pessoas vacinadas, como a delta principalmente”, diz à BBC o professor Tim Spector, epidemiologista da Universidade King’s College London, que dirige o estudo Zoe Covid, que analisa a disseminação e os sintomas da doença no Reino Unido.

O estudo Zoe Covid vem coletando dados de milhares de pessoas infectadas que registram seus sintomas em um aplicativo. Assim, os pesquisadores conseguem analisar os sintomas relacionados à variante delta e à ômicron.

Até agora, os cinco sintomas mais comuns são:

– Secreção nasal;
– Dor de cabeça;
– Fadiga (leve ou grave);
– Espirro;
– Dor de garganta.

Parte destes sintomas mais brandos se devem sobretudo ao grande número de pessoas vacinadas ou com imunidade adquirida.

É muito cedo para saber como a ômicron afetará os não vacinados e as pessoas com um sistema imunológico mais fragilizado.

O epidemiologista do King’s College observa que, como muitos dos sintomas relacionados agora à variante ômicron são semelhantes aos do resfriado, isso pode levar as pessoas a “talvez não reconhecerem a infecção como covid”.

Ou seja, em regiões onde a ômicron está se espalhando rapidamente, é muito provável que alguém com sintomas de resfriado tenha covid, como está acontecendo em Londres, uma das cidades com maior incidência de ômicron.

Se você suspeitar que está com covid, o mais importante é fazer o teste o quanto antes. Mesmo quem está com sintomas leves ou assintomático pode colocar outras pessoas em risco.

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