Sábado, 10 de Janeiro de 2026

Home Política Partido Progressistas afirma que o discurso radical afasta a legenda da candidatura de Flávio Bolsonaro

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O presidente do Partido Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira (PI), afirmou ao Estadão/Broadcast que o partido só apoiará a candidatura do também senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência caso ele adote um discurso voltado ao centro e não à extrema direita.

“Se ele ( Flávio) vier como um candidato de centro, um discurso mais de centro, de unificar o Brasil, tem chance de ter o nosso apoio. Se vier apenas como um candidato da extrema direita, com discurso radical, ele não tem chance de ter o nosso apoio. Depende mais dele”, disse Ciro.

O presidente do PP disse que um eventual embarque na candidatura de Flávio dependerá de como o filho de Bolsonaro conduzirá suas ações na campanha e que a avaliação do partido demandará tempo. “(Um apoio) não é para breve. Isso vai depender muito da campanha, da forma como o Flávio vai se portar.”

Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro são senadores e mantiveram conversas frequentes na Casa ao longo de 2025. Em 8 de dezembro, Flávio se reuniu com Ciro e outros chefes de partidos do Centrão, a fim de pedir o apoio deles ao seu nome. Na ocasião, os presidentes das siglas ficaram de analisar a proposta.

De olho nas alianças, Flávio tem se autodefinido como um “Bolsonaro moderado”, mas tem defendido a flexibilização da posse de armas e a construção de presídios como solução para a segurança pública.

Ciro Nogueira era um dos maiores defensores da ideia de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se lançasse ao Palácio do Planalto. À Folha de S.Paulo, porém, ele afirmou considerar “descartada a candidatura do Tarcísio à Presidência”.

Flávio anunciou em dezembro do ano passado que seu pai, Jair Bolsonaro, havia confirmado que ele será o candidato a presidente do grupo em 2026.

No Centrão, a preferência é pela candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A avaliação é de que ele seria o único capaz de unir a direita e vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um segundo turno.

Vice

No início de outubro, Ciro virou alvo de intenso ataque bolsonarista e tomou uma decisão. Ao visitar o ex-presidente na prisão domiciliar, avisou que seu nome não está disponível para ser vice em nenhuma chapa da direita ao Palácio do Planalto, mesmo se o candidato fosse o governador de São Paulo.

“Tudo o que eu falava, estavam desvirtuando porque (diziam) que eu queria ser vice. Para encerrar essa situação, já comuniquei ao presidente Bolsonaro que vou ser candidato ao Senado”, afirmou Ciro na ocasião, que disputará o terceiro mandato pelo Piauí.

Em entrevista ao Estadão, publicada no último mês de novembro, Ciro dizia estar confiante na união da direita já no primeiro turno das eleições presidenciais.

“Tenho certeza de que isso vai acontecer. O instinto de sobrevivência e a importância dessa eleição para o futuro do Brasil não vão nos permitir errar e, por conta de disputas menores, não colocar os interesses do Brasil acima de interesses pessoais.” (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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