Sábado, 23 de Maio de 2026

Home em foco Pesquisa confirma desgaste de Flávio Bolsonaro; Lula sobe e Zema mantém críticas

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Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (22) mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% das intenções de voto em um possível segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registrou 43%, o que significa empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos porcentuais do levantamento. Ambos também oscilaram no limite da margem de erro. Na última rodada, realizada na semana anterior, os dois tinham 45%.

A maior parte das entrevistas do levantamento anterior foi feita antes da revelação de mensagens e áudio de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As conversas foram reveladas pelo site Intercept Brasil no dia 13 de maio. Agora, as entrevistas do Datafolha com 2.004 eleitores foram realizadas entre os dias 20 e 21 de maio.

Conforme o Datafolha, 46% dos eleitores afirmaram que não votariam de jeito nenhum no filho mais velho de Bolsonaro; na semana passada, o senador era rejeitado por 43%. A rejeição de Lula passou de 47% para 45% agora. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) vem a seguir, com 31%.

As relações de Flávio com Vorcaro – admitidas pelo próprio senador – viraram alvo de críticas de outros pré-candidatos ao Planalto. “Aquele menino que parecia ser o mais santo da família Bolsonaro estaria pegando milhões para fazer um filme do pai. Isso é apenas o que a gente sabe agora”, disse Lula, durante agenda no Espírito Santo.

Críticas de Zema

O ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo) também tem explorado o assunto. “Eu estou rompendo com aquilo que eu condeno, eu sempre condenei corrupção. Quem estiver do lado de corrupto não conte comigo”, declarou Zema, ontem, em entrevista ao SBT News.

Mais contido até o momento, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) tem dito que o senador do PL deve explicações, mas evitou fazer um julgamento do conteúdo do áudio e das mensagens trocadas entre os dois.

De acordo com o Datafolha, Lula venceria tanto Zema quanto Caiado no segundo turno por 48% a 39%. Em ambos os cenários, são 2% de indecisos e 11% de brancos e nulos.

Primeiro turno

No primeiro turno, o presidente abriu vantagem sobre o pré-candidato do PL. Na semana passada, Lula tinha vantagem numérica de três pontos porcentuais, e o resultado era de 38% a 35%. Agora, a diferença subiu para nove pontos: o petista oscilou positivamente para 40% e Flávio caiu para 31%.

No segundo pelotão, Caiado marcou 4%. Zema, Renan Santos (Missão) e Samara Martins (UP) têm 3% cada um. Augusto Cury (Avante) registrou 2%. Aldo Rebelo (DC), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Rui Costa Pimenta (PCO) têm 1% cada. Hertz Dias (PSTU) não pontuou. Os indecisos foram 3% e eleitores que responderam que votariam em branco, nulo ou nenhum somaram 9% – mesmo porcentual da pesquisa anterior.

No caso de Aldo Rebelo, o Datafolha registrou a pesquisa antes de o partido Democracia Cristã anunciar que ele seria substituído pelo ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa como pré-candidato da sigla.

O instituto também testou Michelle como candidata no lugar de Flávio. Ela teve desempenho semelhante ao do enteado no segundo turno contra Lula, mas pior no primeiro turno. Michelle perderia para Lula por 48% a 43% em um eventual segundo turno, com 8% de brancos e nulos e 1% de indecisos. No primeiro turno, ela registrou 22%, ante 41% do petista. Neste cenário, Zema sobe para 6% e Caiado oscila para 5%. Indecisos vão para 4% e os que votariam em branco, nulo ou nenhum saem de 9% para 12%. Os demais pré-candidatos não sofreram alteração.

O Datafolha ouviu 2.004 pessoas presencialmente. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-07489/2026.

Efeito Vorcaro

Nesta semana, Flávio admitiu que visitou Vorcaro em sua residência no fim de 2025, após a primeira prisão do dono do banqueiro. No mesmo dia, pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou que a vinculação com o caso Master já teve reflexo no índice de intenções de voto no presidenciável do PL.

Conforme o levantamento, as intenções de voto no senador caíram mais de cinco pontos porcentuais no primeiro turno e seis pontos em um eventual segundo turno após a divulgação das mensagens em que ele pede dinheiro a Vorcaro. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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