Quarta-feira, 08 de Abril de 2026

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Uma pesquisa conduzida pelo Laboratório de Estudos e Pesquisas em Educação e Economia Social (Lepes) da Universidade de São Paulo (USP) traz evidências concretas sobre o poder transformador dos cursos socioprofissionalizantes oferecidos pela Fundação Projeto Pescar em todo o Brasil.

Trata-se de uma investigação sobre como o Projeto Pescar apoia os jovens no ingresso no mundo do trabalho. Intitulado “Pesquisa de Monitoramento de Egressos do Projeto Pescar – As Histórias e Trajetórias de Uma Amostra de Egressos”, o estudo contatou 3.369 jovens e acompanha 594 deles, prioritariamente oriundos de turmas de 2018 a 2024, que passaram pelas formações gratuitas. Os números revelam altas taxas de inserção no mercado e mudanças positivas nas realidades socioeconômicas das famílias.

Divulgada na terça-feira (7), em Porto Alegre, a pesquisa aponta que nove de cada dez egressos conseguiram seus empregos por conta do Projeto Pescar após a conclusão dos cursos no recorte de 2018 a 2024.

Para cada R$ 100 que um jovem brasileiro ganha trabalhando, um egresso do Pescar recebe R$133. E o mais essencial, o incentivo para seguir nos estudos. Sete de cada dez entrevistados continua seus estudos pós-Pescar. O material, divulgado no Hub Pescar de Execução e Inovação, dentro do Shopping Total, foi apresentado por Fernando de Bezerra Lollo e Luiz Guilherme Scorzafave, do Lepes (USP).

“No contexto brasileiro, marcado por desigualdades sociais e desemprego juvenil, ações como essa ganham importância estratégica. O estudo da USP reforça que os cursos do Projeto Pescar vão além da qualificação profissional: eles mudam vidas ao promover autonomia, cidadania e resiliência”, destaca Adriana Loiferman, presidente da diretoria voluntária da Fundação Projeto Pescar.

Pontos essenciais da pesquisa

R$ 2.488,44 é a remuneração média dos egressos do Pescar.

Depois de sete anos de conclusão do Pescar, um egresso ganha 42% a mais que um indivíduo da mesma idade que não teve a chance de passar pelo Projeto.

Para cada R$100,00 que um jovem brasileiro ganha no mundo do trabalho, um egresso do Pescar recebe R$ 133.

Metade das mães pelos egressos não terminaram a educação básica. Já 75,6% de seus filhos concluem o ensino médio, o que assevera o impacto intergeracional da educação dentro do Projeto.

Dos que trabalham, mais de 90% estão no mercado formal.

Destaque para as palavras-chave “cooperação”, “responsabilidade” e “compromisso, que são as competências comportamentais que os jovens relatam na pesquisa qualitativa.

O Pescar busca e alcança aqueles que precisam: jovens em situação de vulnerabilidade financeira e social, pois apresentam renda per capita de R$ 990,05.

O perfil do egresso de 2018 a 2024 sugere uma melhora importante no status socioeconômico das famílias.

Egressos do Pescar encontram um mercado de trabalho mais amigável que a média dos jovens brasileiros.

Maior engajamento nos postos de trabalho que ocupam.

Remunerações mais elevadas em comparação com outros jovens.

Postos de trabalho de maior qualidade.

Relatos da pesquisa qualitativa trazem um intenso sentimento de pertencimento ao Pescar.

A metodologia do Pescar fomenta competências socioemocionais enquanto trabalha questões básicas do mundo do trabalho.

O Projeto Pescar celebra 50 anos em 20 de maio, presente em 40 municípios de 12 Estados brasileiros.

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