Quinta-feira, 30 de Maio de 2024

Home Economia Petrobras coloca à venda suas operações na Argentina

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Após se desfazer de suas operações de distribuição na Argentina, a Petrobras informou que iniciou o processo de venda de 100% de sua participação acionária na Petrobras Operaciones (Posa), subsidiária integral da Petrobras na Argentina e detentora de participação de 33,6% no Campo de Rio Neuquén.

A estatal contratou o UBS para a venda. Os interessados devem se manifestar até o dia 4 de novembro. A bacia na Argentina é considera por especialistas uma das áreas com a maior reserva de gás não convencional de toda a América Latina.

O Campo de Rio Neuquén é conhecido por ser um grande reservatório de gás e petróleo não convencionais, cuja produção ocorre através de técnicas como o fraturamento (chamado de tight gas). Em 2022, a produção foi de 1,52 milhão de m³/d de gás natural e 0,7 mil barris de petróleo por dia de óleo.

A Petrobras ainda tem participação acionária de 34% na empresa de gás natural Mega, mas esse ativo também se encontra na carteira de desinvestimentos da companhia.

A Petrobras tem como sócios a YPF, operadora do campo, com 33,3% de participação, e a Pampa Energia, com 33,1%. Segundo uma fonte, as duas empresas têm direito de preferência.

A Posa é uma empresa constituída na Argentina, onde detêm 33,6% de participação no Campo de Rio Neuquén, localizado nas províncias de Rio Neuquén e Rio Negro, sendo este seu único ativo. A Petrobras possui participação na Posa por meio de suas subsidiárias Petrobras International Braspetro, com 95%, Petrobras Valores Internacionais de España, com 5%.

Preço dos combustíveis

Na tentativa de segurar e até reduzir os preços dos combustíveis em meio à corrida eleitoral do segundo turno das eleições neste mês, o governo federal está tentando trocar três diretores da Petrobras. O movimento ocorre em um momento em que os combustíveis vendidos no Brasil estão mais baratos que os comercializados no exterior, aumentando a pressão do mercado por um aumento nos preços.

A defasagem em relação ao mercado internacional está em 8%, no caso da gasolina, e em 3%, no do diesel.

De acordo com fontes ligadas ao alto escalão da companhia, a intenção do governo é mudar os diretores que fazem parte do comitê responsável por decidir os movimentos de alta e queda nos preços dos combustíveis.

Esse comitê é formado pelo presidente da Petrobras, Caio Paes de Andrade; e os diretores de Finanças e Relacionamento com Investidores, Rodrigo Araujo Alves; e de Comercialização e Logística, Cláudio Mastella.

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