Segunda-feira, 29 de Novembro de 2021

Home Brasil Petrobras deve construir 15 novas plataformas de petróleo no Brasil nos próximos quatro anos

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A Petrobras anunciou o seu Plano Estratégico para o período de 2022-2026. E dentre as inúmeras informações divulgadas, uma bastante relevante passou quase despercebida.

A estatal petrolífera foca na construção de nada menos que 15 novas plataformas marítimas de petróleo no Brasil nesses quatro anos. Isto significa, segundo dados da consultoria IHS, algo como… metade das 37 unidades do mesmo tipo programadas por todas as empresas no mundo inteiro, neste mesmo período.

Também está ali refletida a importância do pré-sal. Os investimentos previstos entre 2022 e 2026 somam US$ 68 bilhões – 84% deste total alocado na exploração e produção de petróleo e gás natural E desses 84%, cerca de 67% vão para ativos do pré-sal – US$ 57 bilhões.

Bacia de Campos

A Petrobras planeja investir R$ 16 bilhões na Bacia de Campos nos próximos cinco anos. O montante representa 23% da estimativa total de investimentos que a estatal tem para o período entre 2022 e 2026.

A Bacia de Campos é uma bacia sedimentar marítima que se estende das imediações da cidade de Vitória, no Espírito Santo, até Arraial do Cabo, no litoral norte do Rio de Janeiro. Nessa área, estão localizados campos com importantes reservas na camada pré-sal. Atualmente, ela é a segunda maior produtora do país, atrás apenas da Bacia de Santos.

“Estamos avançando em grandes revitalizações na Bacia de Campos”, disse o diretor de comercialização e logística da estatal, Fernando Borges, durante o Petrobras Day, evento de relacionamento com investidores. Borges confirmou a desistência da venda do campo de Marlim, que deverá contar com duas novas unidades a partir de 2023.

Descoberto em 1985, o campo de Marlim situa-se na Bacia de Campos e está distante aproximadamente 110 quilômetros do litoral fluminense. “Não consta mais na nossa carteira de desinvestimentos. Ressalto que a gestão ativa de portfólio é dinâmica. No mínimo anualmente fazemos uma revisão. E isso vai acontecer com todos os ativos”, acrescentou Fernando Borges.

Diversos esclarecimentos foram feitos sobre o andamento da estratégia de desinvestimentos que vem sendo adotada desde 2019. Nos últimos anos, a Petrobras já se desfez de diferentes ativos como as subsidiárias TAG, BR Distribuidora, Gaspetro e alguns campos de petróleo.

Continua sendo avaliada a venda da sua fatia na petroquímica Braskem, mas não há ainda uma agenda específica. A estatal possui 47% das ações com direito a voto, enquanto a Novonor, nova denominação do Grupo Odebrecht, detém 50,1%.

Outros acionistas respondem por 2,9% do capital votante. “Nesse momento, estamos tendo discussões com o outro sócio relevante que é a Novonor e a gente tem desenhado um modelo de venda que gere mais valor, que ambas as partes consigam tirar valor”, disse o diretor de relacionamento institucional e sustentabilidade, Rodrigo Araújo.

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