Sábado, 14 de Março de 2026

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A Petrobras informou nessa sexta-feira (13) que, a partir deste sábado (14), vai elevar o preço do diesel para as distribuidoras em R$ 0,38 por litro. A alta será de 11,6%. O reajuste, já esperado pelo mercado, ocorre um dia depois de o governo anunciar um pacote para conter a alta de preço justamente do diesel, zerando o PIS/Cofis do combustível.

Ao zerar esses tributos, o governo, na verdade, abriu caminho para a estatal fazer o reajuste, pois a menor incidência de impostos ameniza o impacto da alta para o consumidor. O preço final do diesel é composto pelo diesel em si produzido pela Petrobras, a mistura de 15% de biodiesel, tributos e o lucro das distribuidoras.

Em coletiva de imprensa, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que o aumento do diesel às distribuidoras seria de R$ 0,70 se não fosse o pacote anunciado pelo governo, com a subvenção aos produtores de diesel. A executiva lembrou, por outro lado, que a estatal vai manter o valor da gasolina no patamar atual.

A cotação do petróleo passou de US$ 100 nos últimos dias, elevando a pressão sobre as petrolíferas por reajustes.

O diesel vendido pela Petrobras nas refinarias é chamado de diesel A. Com o reajuste, ele passará a custar R$ 3,65 o litro a partir deste sábado. É a primeira mudança desde o dia 6 de maio de 2025, quando a estatal reduziu o preço. O último aumento foi em fevereiro do mesmo ano.

Reajuste 

Esse combustível é comprado pelas distribuidoras e misturado ao biodiesel, o chamado diesel B. Considerando a mistura, a alta será um pouco menor que na refinaria, de R$ 0,32 por litro. É esse diesel que é vendido aos postos e que vai passar a custar R$ 3,10.

A Petrobras frisou que, mesmo com o reajuste, o preço do diesel acumula queda de queda de 29,6% desde dezembro de 2022, já considerando a inflação do período.

Segundo dados da Abicom, que reúne os importadores de combustíveis, a defasagem no preço do diesel hoje é de 72%. Ou seja, a Petrobras está vendendo o diesel R$ 2,34 mais barato que no exterior.

O mesmo ocorre na gasolina, cujos preços praticados pela estatal estão 43% menores (-R$ 1,10) em relação ao cenário internacional.

Além de zerar o PIS/Cofins do diesel, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou ontem subvenção a importadores e produtores do combustível e a criação e um imposto temporário sobre a exportação de óleo bruto e diesel, além de multas para quem não repassar os benefícios ao preço final na bomba.

A Petrobras já afirmou que vai aderir à Medida Provisória que prevê o pagamento de subsídio. A ideia da MP é que essa subvenção proporcione um desconto para os consumidores. Isso compensaria, ao menos em parte, o reajuste do combustível.

Segundo a Petrobras, a efetiva assinatura do termo de adesão à MP ficará condicionada à publicação e análise dos instrumentos regulatórios pela Agência Nacional do Petróleo,(ANP) relacionados ao preço de referência, necessários para a operacionalização da subvenção econômica.

Na quinta (12), a Refinaria de Mataripe, na Bahia, que é concorrente da Petrobras, anunciou reajuste de até 20% no diesel para as distribuidoras. Segundo comunicado da refinaria, o valor por litro do diesel S10 passou de R$ 4,18 para R$ 5, uma alta de 19,5%. O diesel S500 subiu de R$ 4,08 para R$ 4,90, avanço de 20%. A gasolina aumentou 7,4%, de R$ 3,05 para R$ 3,28. Em geral, os reajustes ocorrem toda quinta-feira.

A refinaria pertencia à Petrobras, mas foi privatizada no governo de Jair Bolsonaro. Hoje, a empresa faz parte da Acelen, empresa de energia criada pelo fundo Mubadala Capital, dos Emirados Árabes Unidos.

Nesta semana, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) disse que a guerra no Irã já elevou o preço do diesel S10 em cerca de 10%. A variação corresponde a uma alta de aproximadamente R$ 0,60 por litro nas distribuidoras, que vendem o combustível para as redes de postos. Para a entidade, há indicação de possível continuidade e intensificação dessa pressão sobre os preços. (Com informações do jornal O Globo)

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