Quarta-feira, 07 de Janeiro de 2026

Home Brasil Petrobras paralisa perfuração da Foz do Amazonas após vazamento de fluido

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A Petrobras informou nesta terça-feira (6) que interrompeu a perfuração na Foz do Amazonas após identificar a perda de fluido em duas linhas auxiliares — tubulações de apoio que ligam o navio-sonda ao poço Morpho. O local está a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.

Segundo a estatal, o vazamento, identificado no domingo (4), foi imediatamente contido e isolado. A operação foi interrompida para que as tubulações fossem levadas à superfície, avaliadas e reparadas. O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) informou que já foi comunicado sobre o caso e que não houve vazamento de petróleo.

O material liberado foi o fluido de perfuração, conhecido como “lama”. Ele é usado para resfriar a broca, remover fragmentos de rocha e controlar a pressão do poço. Trata-se de um fluido à base de água, com aditivos de baixa toxicidade, comum em perfurações no mar.

“Não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração”, informou a Petrobras.

Em nota, a companhia afirmou ainda que adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes. Acrescentou que o fluido “atende aos limites de toxicidade permitidos” e é biodegradável, sem risco ao meio ambiente ou à população.

O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, afirmou que houve um problema de despressurização, que provocou o vazamento de um líquido conhecido como fluido hidráulico, de caráter biodegradável.

“Não há petróleo no vazamento. A sonda ainda não alcançou o petróleo. Isso só ocorrerá em fevereiro”, declarou Agostinho. Segundo ele, a estatal mantém contato com o Ibama desde a segunda-feira, e o plano de emergência está funcionando conforme o previsto. “Nos próximos dias, a Petrobras fará os reparos e retomará os trabalhos.”

Em outubro de 2025, o Ibama autorizou a Petrobras a perfurar um poço em águas profundas na região da Foz do Amazonas, localizada na Margem Equatorial — que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. O aval é exclusivo para pesquisa exploratória.

A atividade na região é duramente criticada por ambientalistas, enquanto especialistas em petróleo ressaltam sua importância para a produção. A perfuração pela estatal começou imediatamente após o aval do Ibama. A previsão é que a exploração dure cerca de cinco meses. Os efeitos concretos da iniciativa, portanto, só poderão ser observados após esse período.

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