Sexta-feira, 09 de Outubro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 9 de outubro de 2026
Para não gerar ruídos na campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, o PL fez chegar aos aliados que não tem nome definido para a presidência da Câmara, hoje ocupada por Hugo Motta, que terá dificuldades para se reeleger. No Republicanos de Motta, a prioridade é sua recondução, mas o partido não topa o “abraço de afogados”: prefere manter o posto a se inviabilizar para proteger o Motta. Não por acaso, Marcos Pereira (SP), presidente da sigla, passou a ser cogitado. Mas ainda não prosperou.
Ciúmes
Eventual substituição de Motta já despertou falatório e ciumeira no Republicanos. A quem pergunta, Pereira jura que não está na disputa.
Deu errado
Além de virar governista, Motta declarou voto em Lula (PT) na tentativa fracassada de eleger o pai senador na Paraíba. Desfeita não se esquece.
Sem rancor
A parlamentares do Republicanos, Flávio evita bola dividida. Diz que não tem problemas com Motta e que não seria entrave em eventual acordo.
Outro nome
Deputados que se elegeram à sombra de Bolsonaro defendem outro nome, Pedro Lupion (Rep-PR), deputado que é líder do agronegócio.
Votação do fim da escala 6×1 vira ‘bode na sala’
A anunciada votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de seis dias de trabalho e um de descanso virou incômodo para todo mundo no Senado. De olho na própria sobrevivência política, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), acelerou a tramitação em aceno a Lula, que quer o texto aprovado para ver se leva alguns votos no segundo turno. Só que o governo não consegue apoio para votar e aprovar a proposta até o reencontro com as urnas.
Falta o pedido
Alcolumbre já avisou que só pode atropelar o interstício se os senadores apresentarem e aprovarem um requerimento neste sentido.
Enrolou
Teresa Leitão (PT-PE) estava com a missão de viabilizar o pedido, até falou por aí que deveria protocolar ontem (8). Não conseguiu.
Na miúda
A oposição também se incomoda com a medida e não quer se posicionar contra para evitar respingos na campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Não dá
Pode virar tiro no pé a “estratégia” de Lula fazer o que nunca fez: gravar vídeos em celular insultando o adversário. É que, de acordo com pesquisa qualitativa citada pela jornalista Thais Heredia na CNN, os brasileiros já não aguentam mais ouvir a voz e a verborragia presidencial.
Só notícia ruim
Hugo Motta vem sendo criticado por não honrar a liturgia do cargo. Além das suspeitas envolvendo sua ligação ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ele também se encontrava com o Careca do INSS em casas de amigos.
No lixo
Com anulação da candidatura de Anthony Garotinho, no Rio de Janeiro, o TSE oficializou a ida para o lixo de R$433 mil que o político gastou em campanha. O total de recursos recebidos supera os R$2,2 milhões.
Barroso fora, um ano
O anúncio da saída de Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal completa um ano nesta sexta-feira (9). Oito dias depois o processo de antecipação da aposentadoria do ministro foi oficializado.
Mercado gostou muito
Após a derrota de Lula, o otimismo tomou conta da B3, a Bolsa do Brasil, que subiu mais de 7% desde sexta (2). Pesquisas sempre favoráveis ao petista desanimavam investidores, que agora assumem atitude positiva.
Quanta dedicação
Jornalistas estranham o comportamento “acessível” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Mal aparecia, mas mudou após perceber que pode não se reeleger. Não sai da chapelaria para falar sobre escala 6×1.
Militontos
A campanha de Lula já gastou mais de R$65,6 milhões comprando apoio de influenciadores à reeleição do petista. Agora caçam “voluntários” para fazerem o mesmo, mas de graça. A turma quer grana adiantada.
Jaques fora
Enrolado no escândalo do Banco Master, o senador Jaques Wagner (PT-BA) ficou fora de um cargo de destaque na campanha de Lula no segundo turno. Rui Costa, também senador baiano, é quem levou.
Pensando bem…
…o café já é servido frio na presidência do Senado.
PODER SEM PUDOR
Artes do serpentário
O falecido embaixador Antônio Correia do Lago, competente e discreto, jamais usou o sogro Oswaldo Aranha para subir na carreira. Aranha, no entanto, intercedeu por outro genro, Sérgio Correia da Costa, junto ao presidente Juscelino Kubitscheck, naquele final dos anos 1950. “Me traz o ato do genro do Oswaldo Aranha”, ordenou JK ao diplomata Antônio Azeredo da Silveira, seu assessor. “Qual deles?”, perguntou Silveirinha, matreiro. “Ora, o Correia!”, respondeu JK, sem saber ambos tinham Correia no sobrenome, nem que seu assessor detestava Sérgio, o real beneficiário. Assim, Antônio acabou promovido – pelas artes e manhas de um dos fundadores do célebre “serpentário do Itamaraty”.
(Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos – Instagram: @diariodopoder)
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