Terça-feira, 17 de Março de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 17 de março de 2026
A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (17) a Operação Papagaio para desarticular um grupo criminoso que realizava tele-entrega de drogas e vendia armas em Porto Alegre.
Foram cumpridos 29 mandados de prisão e 36 de busca e apreensão na Capital e em Alvorada. Houve também o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra apenados recolhidos no sistema prisional nas cidades de Charqueadas, Canoas e Porto Alegre. Onze criminosos foram presos.
A ação resultou na apreensão de R$ 30 mil em espécie, nove quilos de cocaína e um aparelho celular.
Conforme o delegado Ewerton Melo, da 1ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico, as investigações iniciaram a partir de denúncia sobre a existência de um esquema de tele-entrega de drogas com atuação predominante na Zona Sul da Capital.
Segundo as informações apuradas, um indivíduo seria o responsável pela logística das entregas, bem como por armazenar, em sua residência, armas de fogo, substâncias entorpecentes e valores em dinheiro pertencentes ao grupo criminoso.
Durante as diligências investigativas, foram cumpridas ordens judiciais que culminaram nas apreensões de duas pistolas, um revólver, munições e carregadores, porções de cocaína e maconha, comprimidos de ecstasy, dinheiro, aparelhos celulares, além de outros materiais utilizados para acondicionar e pesar os entorpecentes.
A partir da quebra do sigilo telefônico e telemático de um celular apreendido, foi possível comprovar os fatos até então levantados, além de identificar os outros indivíduos participantes do grupo atuante na comercialização de entorpecentes.
“As investigações demonstraram que a organização estruturou duas frentes de tele-entrega, cada uma com diversos motoboys responsáveis pela distribuição de drogas nas regiões Central, Sul e Leste de Porto Alegre. As substâncias comercializadas incluíam cocaína, maconha, ecstasy, LSD e MDMA, sendo fracionadas em malotes de 50 porções, com rigoroso controle de repasses e acertos financeiros”, explicou o delegado.
Planilhas, listas de motoboys e relatórios de vendas eram compartilhados em grupos de mensagens, evidenciando a estrutura de uma verdadeira empresa criminosa. “Em apenas um turno de trabalho, foi constatada a comercialização de mais de cem porções de cocaína por um único entregador”, relatou o delegado.
Outro ponto relevante foi a constatação de que o grupo também atuava no comércio ilegal de armas de fogo. Conversas revelaram negociações envolvendo pistolas e revólveres, inclusive uma Glock calibre .380 e um revólver calibre 38. Fotos e vídeos de armamentos circulavam entre os integrantes do grupo, demonstrando que a atuação criminosa extrapolava o narcotráfico.
Conforme Ewerton Melo, a investigação está em estágio avançado, de modo que as medidas cautelares são necessárias para a conclusão do inquérito policial e demonstração de vínculos entre os indivíduos.